Daniel Paixão
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COLUNA PAPUDISKINA Um novo partido que promete ser uma “Aliança pelo Brasil

Coluna de autoria do jornalista Daniel Oliveira da Paixão
Publicado em: 22 de Novembro de 2019

Um novo partido que promete ser uma “Aliança pelo Brasil” - Traído por vários membros de seu próprio partido, Jair Bolsonaro atua para criar um novo partido político, o Aliança pelo Brasil, que precisa de quase 500 mil assinaturas para se tornar válido e isso tem que ser feito antes de abril para que os seus inscritos como filiados possam disputar as eleições de 2020 para prefeitos ou vereadores. Graças à aguerrida militância conservadora no país, as redes sociais do Aliança pelo Brasil já contabilizam mais de 600 mil interessados em aderir à sigla.
Os futuros dirigentes do novo partido torcem para que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) aceite assinaturas digitais. A coleta de assinaturas, em folha de papel, é um pouco mais demorada. Via digital, poupar-se-ia muito tempo. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) julga na próxima terça-feira (26) se partidos políticos podem ser criados com assinatura digital. Se a decisão for favorável a essa inovação, isso vai facilitar as coisas.  
 Mesmo que eventualmente o TSE vete a coleta de assinaturas digitalmente, é possível que o Aliança pelo Brasil seja criado. Vai dar mais trabalho, mas a militância de direita vai se mobilizar e não tenho dúvidas de que conseguirá as assinaturas necessárias para a criação dessa nova agremiação política. Depois disso, terá de contar com a boa vontade dos ministros do TSE em validá-lo em tempo hábil já para as disputas de 2020.

Lulinha “ódio e rancor” livre e solto para confrontar as ruas - Diferentemente de 2020 quando se declarou Lulinha Paz e Amor, com objetivo de ganhar as eleições, Lula agora liberto demonstra uma faceta de ódio e rancor. Desde que foi libertado, não por ter cumprido um 1/6 da pena, mas por uma manobra do STF que mostra a desfaçatez de nossos ministros que julgam ora de uma maneira, ora de outra, o ex-presidente insiste em visitar o país. O problema de Lula é que ele só consegue falar para convertidos, ou seja, para sua própria militância. Ele pode até ter um certo conforto para falar nas regiões do semiárido do nordeste brasileiro, mas terá muitas dificuldades em fazer mobilizações principalmente em estados do Sudeste, Sul, centro-oeste e até em alguns estados do norte do país. O seu discurso de ódio só afasta ainda mais aqueles que não fazem parte de seu séquito de servidores. Ou seja: Lula é muito bom em mobilizar aqueles a quem pode chamar de  seu, mas sua retórica de extrema-esquerda impede qualquer aproximação dos demais brasileiros.
O PT vive momentos difíceis e a expectativa é que não consiga eleger nem 10% dos prefeitos e vereadores em 2020. Lula, que insiste em ser a figura e cara do partido, acha que pode influenciar se sair às ruas. O problema é que desde 2014 o partido optou por inclinar-se para a extrema-esquerda, aproximando-se muito do PSOL.
Lula só ganhou as eleições de 2002 e 2006 e fez sua sucessora porque, à época, o PT se apresentava como uma agremiação de centro-esquerda. Quando o partido passou a inclinar-se para a extrema-esquerda, o povo saiu às ruas e exigiu o impeachment de Dilma Rousseff, o que finalmente aconteceu por aderência do Congresso Nacional aos anseios do povo que foi às ruas.
 Mesmo que num futuro próximo, querendo ganhar votos, o PT sinalize um realinhamento de postura, apresentando-se como um partido de centro-esquerda, ele vai esbarrar na falta de credibilidade. Anos de radicalização serviram para mostrar o país a verdadeira face do petismo e lulismo. 

Dilma insiste em anular seu impeachment - Três anos e meio depois de sofrer impeachment, a ex-presidente Dilma Rousseff insiste na batalha para tentar anular o processo que a derrubou da Presidência da República.
Dilma move um processo desde setembro de 2016 no STF pela anulação do impeachment. Nesta sexta-feira (22), a corte deve analisar um recurso dela para que o caso seja novamente examinado.  
Dilma é defendida no caso por seu ex-ministro da Justiça José Eduardo Cardozo. Na fase atual do processo, ela aguarda o julgamento de embargos de declaração com efeitos infringentes, um tipo de contestação em que pede explicações adicionais sobre decisão anterior e requer novo julgamento.  
Embora muitos dos ministros sejam indicados pelo PT, não acredito que a tese prosperará, apesar de ser provável que gente como Marco Aurélio e Ricardo Lewandowski façam uma média com a ex-presidente. A Constituição Brasileira prevê o impeachment, que é um julgamento político em desfavor de acusados de crime de responsabilidade, como foi o caso da Dilma.
A denúncia contra Dilma Rousseff por crime de responsabilidade leva em consideração o fato de ela ter maquiado as contas públicas ao assinar decretos de liberação de crédito extraordinário, sem aval do Congresso, para garantir recursos e burlar a real situação de penúria dos cofres do governo. Ela também é acusada de ter atrasado deliberadamente repasses para o Banco do Brasil, enquanto a instituição financeira era obrigada a pagar incentivos agrícolas do Plano Safra 2015.
Neste último caso, o governo postergou o repasse de 3,5 bilhões de reais ao Banco do Brasil para pagamento de subsídios aos agricultores, forçando a instituição a utilizar recursos próprios para depois ser ressarcida pelo Tesouro. Essa operação de crédito, já que o governo acabou por tomar um empréstimo de um banco estatal, como o BB, é proibida pela Lei de Responsabilidade Fiscal.



Fonte: Daniel Oliveira da Paixão
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