Memórias de Ana...
Memórias de Ana Carolina

Coluna

Carolina

Teoria de Mim

19/10/2018
Publicado em: 19 de Outubro de 2018

Eu imagino o seguinte o episódio:

Que eu vá conhecer alguém e que de cara ambos sentimos a ‘diferença’. Isso por um acaso. O caminhar é depressa e tão logo nos ganhamos por inteiro e completo: cada-pedacinho-seu. É caso de investimento total e nós dois caímos nessa. Tudo ocorre até as primeiras decepções. Eu as ignoro, claro! É preciso ser valente para encarar a liquidez. São altos e baixos superados por uma decisão mútua.

Então meu ar juvenil desabrocha e se torna um impulso incontrolável. A inspiração vai indo embora e eu a deixo ir. Na verdade, eu sei que estou a cometer um erro daqueles que nem a vida e o tempo consertam. Prossigo mesmo assim. O que eu mais quero neste momento é o ar fresco no rosto do topo de um prédio. O que eu mais almejo é a liberdade de escolher (saltar ou não). Eu também sei que a fluidez está nisso: em não dar limites.

Observe, não é questão de levar a sério ou não; não é sobre fazer algo em nome do amor. Eu nunca quis limitar, imitar, impor, definir. Tudo que eu sempre quis foi o sentir.

Aos poucos nossos rios se desencontram. Nossas sombras se tornam estranhas uma a outra. Nosso reinado desmorona. Foi minha culpa? Foi por que eu não soube lidar ou insistir? A maturidade é quem desconstrói o perecer das coisas?

Você faz as malas e se vai. Eu assisto tudo do mesmo prédio do qual sonhei estar. A história se finda e não há restos suficientes sequer para sofrer.

Eu imagino essa cena a todo instante, porque isso é tudo que sei de mim: a inaptidão.

 



Fonte: Ana Carolina Memória
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