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SOU MEU PRÓPRIO SENHOR OU ESCRAVO?

Tribuna Livre 17-03-2017
Publicado em: 17 de Março de 2017

Lendo a bíblia - me preparando para dar uma palavra em um de nossos cultos da UMADCAL (União das Mocidades das Assembleias de Deus de Cacoal) - me deparei com um versículo no livro de Romanos 6.22 que em muito me chamou a atenção, pois assim está escrito: “Agora, porém, libertos do pecado e feitos servos de Deus, tendes o vosso fruto para a santificação, e por fim a vida eterna”. E comecei a refletir sobre, o que é ser escravo do pecado? Como pode viver um homem escravizado por si mesmo? E do que adiantaria deixar de servir a mim mesmo para servir a Deus? Do que tudo isso me adiantaria? 
Quando analisamos o histórico do homem com o pecado a luz da Bíblia Sagrada, observamos que a primeira relação entre o homem e o pecado se sucedeu no Jardim do Éden pela desobediência de Adão e Eva (Gn 3.1-24). Contudo, ainda no Éden, Adão recebeu algumas incumbências de Deus: Dominai a Terra e Sujeitai-a (Gn 1.28); Lavrar e cuidar do Jardim (Gn 2.15), e ao observarmos essa interação entre o homem e Deus percebemos a relação entre criatura e Criador pois, o propósito da criação homem é servir a Deus em espírito e em verdade (Jo 4.23). Porem ao pecar, o homem rompeu seu relacionamento de paz com Deus e passou à através do seu livre arbítrio autoproclamar senhor de si mesmo.
Contudo, ao continuar a pesquisa, percebi uma relação similar em todos os homens, até mesmo nos herois da fé: a forte tendência de fazermos o mal, de errar, de pecar. E tendo em vista que como quaisquer outras das criações de Deus também são dotados de necessidades, vontades, desejos e instintos, toda via, a problemática do ser humano é quando este passa ser controlado por esses extintos - pela sua má nat’ureza. E ao analisar os efeitos dessa natureza “adâmica” em nossos dias, percebi que existem muitos escravos, não de homens, mas sim de si mesmos. Pessoas que por mais que tentam não conseguem vencer o vício do cigarro, vício da bebida alcoólica; os que se tornaram escravos da mentira, do seu próprio comodismo e são tantos os tipos de senhores que vemos escravizando pessoas atualmente que se fossemos numera-los nas páginas desse jornal não conseguiríamos descreve-los todos. O Próprio Apóstolo Paulo certa vez relatou a sua condição sobre essa má natureza ao escrever: “Porque não faço o bem que quero, mas o mal que não quero esse faço.” (Rm 7.14-20). Isso é ser escravo de si mesmo, é mesmo querendo fazer o bem não o conseguir faze-lo.
Quando nos deixamos dominar a este ponto, reconhecemos que a “coisa fugiu do nosso controle”, e por mais que não se queira assumir, a nossa própria consciência nos condena! Eu mesmo sou testemunha viva do que é ser escravo de si mesmo pois, por muito tempo me deixei ser dominado pelo comodismo e por isso paguei preços altos! Porem hoje, sei que não estou totalmente liberto, pois enquanto estiver nesse corpo estarei sujeito a me acomodar, por isso, venço um dia após o outro sempre em busca do aperfeiçoamento. E digo que a parte mais difícil não é começar a mudar-se mas sim, assumir que precisamos de ajuda, vencer o próprio orgulho!
Entretanto, assim como na antiguidade a liberdade de um escravo se dava pelo pagamento da dívida, o preço da nossa liberdade já foi pago! não por nós mesmos, mas por Jesus cristo (Rm5.8)! E como ele fez isso? Doando sua vida em uma cruz de forma imerecida simples mente por amor. Ao derramar seu sangue, Cristo conquistou a nossa “Carta de Alforria”. E o que isso quer dizer? Que aquela natureza que herdamos de adão já não precisa ser manifestada em nós pois, assim como o pecado nos afasta de Deus, Jesus Cristo nos aproximou a Ele (1Co 15.22) livrando-nos de todo o tipo de condenação que tínhamos pelo pecado (Rm 8.1).  
Agora pois, com a nossa liberdade já conquistada, o porquê existem pessoas que não tem domínio próprio? Simples! Por que o verdadeiro domínio próprio não está na sujeição do corpo a mente e muito menos ao coração, mas sim no espírito, alma e corpo a Deus (Rm 8.10)! É por isso queser seu próprio escravo, ou senhor de si mesmo não há diferença! Quando deixamos o Senhor Deus assumir o controle de nossas vidas podemos experimentar a boa, perfeita e agradável vontade de Deus (Rm 12.2) e isso só é possível quando assumimos a nossa natureza pecaminosa a Deus e a Ele confessamos todos os nossos pecados. Por isso, se você está se sentido escravizado por suas próprias vontades lembre-se: o preço da sua liberdade já foi pago na Cruz do Calvário por Jesus Cristo e ele apenas esta te esperando de braços abertos para te fazer experimentar uma Novidade de Vida!
Deus o abençoe!!! 
*Fágner Gonçalves dos Santos Terra; Técnico
em Administração, graduando em Direito.


Fonte: Fágner Gonçalves
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