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Memórias de Ana Carolina

Coluna

Carolina

No Cantinho Literário: RAZÕES

10/08/2018
Publicado em: 10 de Agosto de 2018

Deve haver um sentido, mínimo que seja, nas coisas ínfimas e pequenas. Da lógica maior que rege o mundo. Do sistema todo que compõe o universo. Que parte do canto do pássaro [que se aninha em mim] e que viaja até os mistérios da minha mente. Eu me pergunto sempre, sem parar, o porquê. Eu me perco demais nas indagações escondidas. [Sigo buscando, um motivo de estar no meio do caos]. E é essa a própria solidão, que não se rompe nunca, que não há de acabar.

E tem cabimento a negativa da resposta, um bom senso em não conseguir ninguém uma solução. Deve ser para não cessar a graça de viver na dúvida, e se esquecer da razão. De caminhar sem medo de se perder na verdade. De se apaixonar pela vida, sabendo que ela é o que resta para os homens.

Vão indo os tempos e a sensação se perpetua. Essa de que nada é positivo, de que não há rumo. A jornada é o meio único de se chegar perto de um resultado. E o jeito é se encontrar. Se encontrar é aceitar as humildes incógnitas: as de dentro de casa e as de fora. E nesse ritmo, me identifico com tudo. É errado isso? Se identificar com tantos erros e acertos, jeitos e defeitos? Veja, sobreviver é mais que isso e quando me sobrar tempo eu continuo conquistando essa essência de existir.

 

 



Fonte: Ana Carolina Memória
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