Memórias de Ana...
Memórias de Ana Carolina

Coluna

Carolina

Poetizando

Textos e Poemas
Publicado em: 09 de Agosto de 2018

Não fugirei.

Mesmo que por vezes, desvairada, eu me desespere.

Não disso. Não assim. Não fugirei.

E até quando as palpitações tornam-se reais

e não saber o que fazer (para fazer)

é um medo - do contrato,

ainda assim o desejo é outro.

 

Erroneamente eu me calei

não por maldade

nem por algo que seja inerente e inato,

mas porque o que sou

justifica-se no eco.

Eu tenho o que dizer

E muito o tento fazer.

 

Me veja: entenda, observe, admire, se fascine

Um sentimento mudo

que me muda e

me repreende.

Um desejo!

É! Deve ser mesmo isso!

Sede, ânsia, gula.

 

Será então

Que posso ousar e ousar

E questionar-lhe do tempo?

E ter mais silêncios conjuntos

e um último calar?

Se sim, revelaremo-nos

Adoramo-nos tanto

E Carlos, por fim sossegue, sossegue mesmo,

o amor

é isso que você está vendo. 

 



Fonte: Ana Carolina Memória
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