Daniel Paixão
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Coluna

Papudiskina

Papudskina - 31 de maio de 2019

Papudskina - 31 de maio de 2019
Publicado em: 31 de Maio de 2019

OS POLÍTICOS E A PARALISIA NO GOVERNO - Alguns juízes e outras entidades estão criticando o Pacto da Governabilidade proposto por Bolsonaro com os três poderes da nação. Pode soar estranho a necessidade de pacto, visto que todas as instituições são criadas justamente para que o país funcione. No entanto, nos últimos anos, o Brasil vem se tornando ingovernável com essas crises entre as instituições e seus membros travando uma quebra de braço para ver quem pode mais. No governo de Dilma Rousseff, foram as pautas bombas que paralisaram o governo. Agora, a paralisia do governo é culpa do mesmo Centrão que dificultava as coisas para a governante do PT, embora ela própria ruiu suas bases e “afogou-se” no impeachment ao criar a tal “contabilidade criativa” e as “pedaladas fiscais”.
O governo de Jair Bolsonaro tem uma boa equipe, quer trabalhar dentro dos parâmetros da economia de mercado, com uma visão liberal na economia. Obviamente já se sabia que ele sofreria a oposição ferrenha do PT e seus puxadinhos PSOL e PCdoB, além de parte de membros do PDT, que depreciam o partido ao transformá-lo também em uma sigla sem vontade própria, sem luz, nem valor próprio. Mas falemos do PDT mais adiante.
Além da oposição do PT e seus agregados, o governo de Jair Bolsonaro também vem encontrando dificuldades porque decidiu não aceder às vontades da velha política. Durante toda a campanha, o atual presidente assegurava aos eleitores que seria um presidente para enfrentar o stablishment e a velha política, embora ele próprio fosse um político com mais de 20 anos de mandato.
Agora no poder, Bolsonaro percebe que não é nada fácil enfrentar o stablishment e as velhas oligarquias políticas e suas raposinhas e raposões. O Centrão ora fala em apoiar as propostas do governo, pois entendem que sem a reforma o país quebra, mas em outras ocasiões parece querer partir para o enfrentamento.
Há quem acuse também o governo Bolsonaro de não ter muito jeito em lidar com a política. Mas que queríamos? As ruas, certamente, como mostraram os milhões de brasileiros no último dia 26 querem que o presidente não ceda às chantagens desses políticos. Só que esse vício da velha política vem desde que o país restabeleceu o processo democrático pelo menos no que tange a eleições, pois ainda estamos bem longe de uma democracia que vise os interesses da nação.
Hoje os brasileiros são livres apenas para votar, mas tem dificuldades em alcançar outros direitos que seriam esperados em um país democrático. Até bem pouco tempo atrás, acreditávamos que tínhamos também ao menos o direito que nos é assegurado constitucionalmente de exercer a nossa liberdade de expressão. Mas até isso não parece tão certo agora. Depois que alguns brasileiros passaram a questionar o Poder Judiciário por suas ações antirrepublicanas, o STF tentou intimidar os brasileiros com uma perseguição implacável. Chegou ao cúmulo de vasculhar as redes sociais à caça de quem estivesse criticando os “doutos” ministros. O Judiciário até respeita a constituição quando os cidadãos criticam deputados estaduais, deputados federais, senadores e o próprio Pode Executivo, mas não aceita que esse mesmo direito se estenda às cortes judiciárias e ao Supremo.  Essa “deificação” do Judiciário representa um mal terrível à Nação, pois a ditadura dos togados é tão ou mais prejudicial que a ditadura de um governante.
Quando um mal governo tenta intimidar o seu povo e as demais instituições não estejam cooptadas, ao menos os cidadãos podem contar com o Poder Judiciário. Mas a quem recorrer quando o próprio judiciário se transforma em uma ferrenha ditadura, impondo o terror a quem ousar criticar seus atos, mesmo que contra os interesses da nação?

O PDT QUE NÃO SE VALORIZA - Falemos agora do PT neste momento crucial em que vive o país. Como instituição importante, PDT e PSDB, como partidos que representam, em tese, a socialdemocracia, deveriam assumir pautas sociais e ao mesmo tempo apoiar práticas de governo que valorizem e respeitem a economia de mercado. Partidos da socialdemocracia são um meio termo entre socialismo e liberalismo econômico. Jamais um partido como o PDT deveria se aliar a pautas do PT, PCdoB e PSOL, que flertam com o atraso.
O PDT, contudo, desde os governos Lula e Dilma, abdicou do seu papel de sigla importante para o país e passou a agir como mero puxadinho da sigla que por mais de 13 anos governou o país. A crítica que se faz ao PDT não é para que ele se alie como unha e carne ao novo governo, mas para que tenha o bom senso de fazer uma oposição responsável, nos pontos em que couber opor-se ao atual governo, mas que também não atrapalhe as pautas que são importantes para o país, como é, atualmente, a reforma da previdência, reforma tributária, dentre outras medidas que, mesmo amargas, são necessárias para recolocarmos o país nos trilhos como uma economia de mercado forte e que garanta a geração de emprego e renda ao seu povo.



Fonte: Daniel Oliveira Paixão
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