Daniel Paixão
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FECHARAM O PARLAMENTO – QUE PENA QUE NÃO FOI NO BRASIL - Papudiskina - 04 de outubro de 20

FECHARAM O PARLAMENTO – QUE PENA QUE NÃO FOI NO BRASIL
Publicado em: 04 de Outubro de 2019

FECHARAM O PARLAMENTO – QUE PENA QUE NÃO FOI NO BRASIL - No Peru, o presidente se aborreceu com a pressão do Parlamento, que inviabilizava o seu governo, e decidiu fechá-lo. Por lá existe uma previsão legal permitindo ao presidente tomar essa atitude, caso os parlamentares inviabilizem o regular funcionamento do governo. Diante dessa situação, instalou-se um impasse e só o tempo dirá quem vencerá a queda de braço naquele país. Se o presidente atual ou o parlamento. Certamente vencerá quem contar com o apoio do povo e do exército. Pesquisas indicam que o povo peruano aprovou o fechamento do parlamento. Resta saber se as forças armadas darão suporte a esse corajoso chefe de estado.
E no Brasil, poderia haver algo semelhante? A cada dia, percebemos alguns partidos do chamado “Centrão” e até partidos como o ainda poderoso MDB colocarem o governo contra as cordas. Está muito difícil para Jair Bolsonaro governar. Poderia ele, com o apoio do exército, fechar o Congresso Nacional? Há, certamente, milhões de brasileiros que o apoiariam. Mas isso é difícil de ocorrer, embora não impossível. 
Para que o governo federal pudesse dar um basta a essa corja do Congresso, que quer fazer o governo sangrar e a nação mergulhar em uma crise seria necessário uma mobilização maciça da população. Milhões de brasileiros teriam de ir às ruas pedir o fechamento do Congresso e com isso sensibilizar o Exército para que tomasse a frente. Há, obviamente, muitos militares, da reserva e da ativa, indignados com o atual nível de nossa classe política e também indignados com o próprio Supremo Tribunal Federal.
Mas o gesto de enviar tanques para a frente do exército e determinar o fechamento do Congresso é algo complicado. É preciso que as coisas piorem e o povo saia às ruas. O fato é que estamos vendo o país semi paralisado. Existe agora um movimento ensaiado pelo MDB para fazer o governo sangrar. A situação está muito difícil e complicada para Jair Bolsonaro.
Como se não bastasse as pressões do Congresso, o presidente sofre o acosso de uma mídia manipulada por idealistas da esquerda. Infelizmente a ideologia sócio-comunista impregnou alguns centros universitários, vários veículos de imprensa e até alguns órgãos de governo.
Daí a necessidade, pregada pelo atual governo, de despetização dos entes da federação. Infelizmente o país ficou por mais de 13 anos governado por uma esquerda raivosa. Em princípio, o primeiro mandato do presidente Lula respeitou algumas regras básicas para o país funcionar como uma economia de mercado. O compromisso com o livre mercado e o respeito a medidas que resultaram em equilíbrio fiscal garantiram que o país não quebrasse já no início do mandato do PT. O tempo foi passando, porém, e os petistas foram ousando um pouco mais. O desastre começou a dar as caras no final do segundo mandato de Lula e se instalou de vez com a eleição de Dilma Rousseff. O mandato dela foi um desastre para a economia, com a sua contabilidade criativa e as pedaladas fiscais. O Governo dela pecou, ainda, com desonerações fiscais generosas e uma série de medidas que levou o país a amargar uma recessão brutal.
O lado positivo da administração de Dilma, sobretudo no final do seu primeiro mandato e início turbulento de seu segundo mandato é que o povo acordou, foi às ruas, e esses protestos criarem um ambiente favorável para a eleição de alguém completamente oposto a tudo o que o PT pregava. Agora, porém, enfrentamos outro problema grave no país. A corrupção de muitos políticos do Congresso Nacional, os quais emparedam o governo com o objetivo de fazê-lo ceder às suas  chantagens. Esses políticos, contudo, flertam com o perigoso. Já existe no Exército um sentimento crescente de que, se as coisas piorarem, os militares terão de se envolver na condução política do país e dar um basta a esse antro de corrupção.

 



Fonte: Daniel Oliveira da Paixão
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