Boca Maldita
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Coluna

Boca Maldita de 26 de abril de 2019

Boca Maldita de 26 de abril de 2019
Publicado em: 26 de Abril de 2019

VOZ DA RAZÃO. O pastor Marco Feliciano, deputado federal por São Paulo, apresentou, na semana passada, um pedido de cassação do vice-presidente da república, general Hamilton Mourão. Ao receber o documento, Rodrigo Maia, presidente da Câmara dos Deputados, determinou o arquivamento, sem sequer submeter ao Plenário e argumentou, ao arquivar, que não existe na legislação brasileira impeachment de vice-presidente, sem que ele tenha assumido o cargo e sem que tenha cometido um dos crimes que fundamentam a cassação. Rodrigo Maia está corretíssimo. O curioso na justificativa do deputado que pediu a cassação do vice é que ele argumentou que Mourão deveria ser cassado, porque foi a um evento nos Estados Unidos proferir uma palestra e foi considerado no evento como a única voz da razão entre as pessoas que estão mais próximas do presidente da república. Ou seja, Marco Feliciano queria cassar o vice porque ele está certo. Vai entender!

GREVE DOS CAMINHONEIROS. Poucos dias atrás, os caminhoneiros avisaram que estão se organizando para uma nova greve, caso o governo brasileiro não atenda as reivindicações da categoria. O movimento estava previsto para a próxima segunda-feira, mas os caminhoneiros decidiram esperar um pouco mais, depois que o Ministro da Casa Civil, Ônyx Lorenzoni, enviou diversos áudios para os líderes do movimento, informando que o governo teria dado “uma trava” na Petrobras. O mercado não reagiu bem às declarações do ministro e a empresa teve seu valor de mercado prejudicado em mais de 30 bilhões de reais. Ainda que todo mundo saiba que houve interferência do governo na Petrobras, teria sido melhor o ministro ter explicado que consertar tudo em tão pouco tempo, é impossível.

NEGOCIANDO. Em ação de articulação para aprovar seu projeto de reforma da previdência, o governo ofereceu 40 milhões de reais, em emendas, para cada deputado que votar a favor do projeto. Assim, é importante fazer as contas, para saber quanto seria o gasto. Para aprovar o projeto, são necessários 308 votos favoráveis. Se apenas 300 deputados aceitarem a proposta do governo e votarem favorável ao projeto de reforma da previdência, os valores somariam 12 bilhões de reais. Com esse número de votos o projeto não seria aprovado. Neste caso, precisamos analisar a proposta do governo. Se os membros do atual governo declaram todos os dias que o país está quebrado, de onde viriam os recursos para cumprir as promessas com os deputados aliados? Será que não seria melhor usar esses valores para reestruturar a previdência, ou mesmo para aplicar em outro setor? Mas o Governo vai conseguir seus intentos com uma Câmara Federal e Senado viciados com a teta  do toma lá da cá? É bom o brasileiro desinformado ficar ciente de que não há governo que agüente nossos políticos de Brasília. Parece que  quando não brigam por dinheiro e favorecimento, votam até contra uma CPI da Toga pois parece que quase todos tem o rabo preso e devem contar com a justiça, leia-se STF de seu lado e não encará-lo.

REFORMA DA PREVIDÊNCIA. Falando em reforma da previdência, no decorrer desta semana, a Comissão de Constituição e Justiça da Câmara dos Deputados votou e aprovou a constitucionalidade do projeto. A CCJ, como é mais conhecida, é a principal comissão da Casa e possui 66 membros de todos os partidos com cadeiras. Entre os deputados de Rondônia, o nosso representante na Comissão de Constituição e Justiça é o deputado Leo Moraes, eleito com votação expressiva e que era considerado por muitos servidores públicos como um dos congressistas que defenderiam a categoria. Não foi isso que aconteceu. Leo Moraes votou a favor do governo no projeto e até hoje não deu uma explicação sobre sua decisão. Certamente ele será muito cobrado pelos servidores públicos de Rondônia, porque em diversas conversas com lideres sindicais, ele teria prometido que seria um ferrenho defensor dos servidores públicos. Mas pelo que se tem notado, o deputado percebe que não se levanta somente uma bandeira quando está aliado a tantos setores.

EDUCAÇÃO EM PROTESTO. Na última quinta-feira, os profissionais de educação do Brasil realizaram diversos eventos para discutir e protestar contra o projeto de reforma da previdência, considerado muito prejudicial à categoria. O projeto prevê, entre outras coisas, que o tempo de contribuição de professores vai aumentar de 25 para 30 anos, o que causaria um prejuízo incalculável para a categoria, especialmente para as professoras, visto que elas possuem uma atribuição muito maior que os homens, já que trabalham fora e cuidam da família. Não há na história do Brasil nenhuma proposta de mudança na previdência que seja mais prejudicial às professoras do que este projeto enviado à Câmara dos deputados. A rotina de uma professora realmente vai passar a ser uma coisa muito desumana. E precisamos lembrar que não é somente a educação que terá problemas. Os trabalhadores rurais fazem parte das categorias mais prejudicadas com o projeto.

IMPEACHEMENT DO GOVERNADOR. Em sessão ordinária que ocorreu esta semana, foi lido o pedido de cassação do mandato do governador Marcos Rocha, protocolado no dia 01 de abril pelo advogado Caetano Neto. O pedido está fundamentado no fato de que o chefe do Executivo estadual teria feito diversas nomeações em fundações e autarquias do governo, sem obedecer à legislação em vigor. Aparentemente, o pedido pode ser interpretado pelos aliados do governo como uma bobagem, mas, caso o governador não procure tomar todas as medidas jurídicas e políticas cabíveis, ele poderá encontrar sérios obstáculos daqui para a frente. Como é inexperiente no mundo político, Marcos Rocha pode imaginar que sua votação expressiva resultante da Onda Bolsonaro pode intimidar deputados. Entretanto, em política, não se pode duvidar de nada, porque o processo pode provocar um estrago na biografia política do governador que nem completou quatro meses de mandato. Como o governador não tem base sólida na Assembleia, ele terá que correr atrás de muitos deputados para evitar problemas.

BAIXO CLERO. O vereador Rogério Chagas, conhecido como Rogerinho do Regional, usou a tribuna da Casa de Leis, na última segunda-feira, para dizer que circula nas redes sociais um áudio em que ele é considerado do baixo clero na Câmara de Cacoal e descartável no grupo de apoio à administração. Na ocasião, Rogerinho exigiu que a Mesa Diretora da Casa tome as medidas para apurar os fatos e cobrar de eventuais culpados explicações sobre a gravação. Talvez o vereador não tenha percebido que o fato nada tem a ver com a Câmara de Vereadores, porque não está relacionado com as atribuições da Mesa. Se alguém tiver que tomar providências sobre o fato, tem que ser o próprio vereador, caso ele entenda que foi ofendido. Vai ser difícil saber se as autoridades policiais ou judiciais vão considerar como crime alguém declarar que a administração não precisa de determinado vereador. Ser do baixo clero não é crime. Dizer que alguém é do baixo clero não é crime. É melhor aceitar que dói menos!

PONTOS DE ONIBUS. O vereador Claudinei Ribeiro, o Castelinho, registrou, na sessão do começo desta semana, que não existem pontos de ônibus em Cacoal. É muito importante que a administração municipal avalie com muito carinho está crítica feita pelo vereador, porque realmente a falta de pontos de ônibus revela uma grande falta de atenção com as pessoas que usam o transporte coletivo no município. E não podemos esquecer de que dezenas de pessoas idosas adotam esta modalidade de transporte, para a comodidade ou segurança deles. Com o sol forte ou com as chuvas que castigam nossa cidade, a vida dos idosos não é fácil sem um local de proteção. Além dos idosos que eventualmente podem usar os pontos de ônibus, estão as pessoas que moram em bairros como Alfa Park, Residencial Paineiras, São Marcos e outros bairros da cidade.

CAPITALDAS FAIXAS. A vereadora Maria Simões declarou na sessão desta semana que o Tribunal de Contas de Rondônia analisou o valor das faixas elevadas que seriam construídas em Cacoal e informou que não há problema algum nos valores. O Tribunal de Contas pode até ter essa decisão, mas realmente uma faixa elevada construída por mais de 22 mil reais é um valor altíssimo. Em qualquer cidade brasileira as mesmas faixas são construídas por valores bem menores que 10 mil reais e isto não pode ser negado pela administração de Cacoal e nem pelo Tribunal de Contas. Caso a prefeitura retome a execução da obra, além de ser considerada a Capital do café, a cidade também ficará com o título de Capital da Faixa Elevada, porque em diversas consultas realizadas em Rondônia, em obras nos municípios, os preços nunca atingiram custos tão elevados. Já que o TCE disse que não tem problema nenhum, só nos resta acompanhar as obras, mas o valor é realmente absurdo! Ah! Será que o TCE tem engenheiros ou equipe para poder tomar tal decisão com critérios justos?

MARCHA AZUL MARINHO. Nos últimos anos, o grau de violência tem aumentado sensivelmente em Rondônia e Cacoal também sofreu as consequências. Certamente a falta de políticas públicas de segurança pode causar problemas muito graves. Assim, na próxima segunda-feira, acontecerá em Cacoal a Marcha Azul Marinho que tem como principal finalidade discutir e estimular políticas públicas de segurança. O evento acontecerá a partir das 08 horas da manhã de segunda-feira, dia 29 de abril, em frente a Igreja Matriz. Além da caminhada pelas ruas do município, haverá cursos de formação sobre segurança pública, com a emissão de certificados. É muito importante que a sociedade participe!

 

O JOEL GUIMARÃES SANTOS, o popular Baiano da Melancia, ou Baiano da Frutaria, que tem seu comércio ali na esquina da Sete de Setembro com a Pioneiros, local onde recebe seus fregueses e reúne muitos amigos que discutem principalmente a situação delicada de Cacoal; que é natural da cidade de Itabuna e que virou cacoalense em dezembro de 2006, esposo da Tânia Bárbara Melo Santos e pai do Rodolfo Melo dos Santos e do Rodrigo Melo Santos; vovô da Isabelly Vitória e do Pyetro Augusto, também lê TRIBUNA POPULAR e acessa o www.tribunapopular.com.br



Fonte: Redação
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