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Coluna Boca Maldita CORAZINHO x PEDRO BURALI

Coluna Boca Maldita
Publicado em: 22 de Novembro de 2019

 

COLUNA BOCA MALDITA - TAMBÉM NA EDIÇÃO IMPRESSA 2033  DO DIA 22.11.2019:

CORAZINHO x PEDRO BURALI. Os vereadores Valdomiro Corá e Valdecir Goleiro, com certeza, já se arrependeram de ter atacado o Coordenador da Defesa Civil de Cacoal, Pedro Burali, na sessão da Câmara, poucos dias atrás. Eles fizeram diversas declarações duras contra Burali, alegando que o Poder Legislativo estava sendo ofendido pelo servidor, que proferira diversas falas sugerindo que nenhum dos vereadores atuais deveriam ser reeleitos. Na ocasião, Valdecir Goleiro e Valdomiro Corá defenderam a convocação de Pedro Burali para explicar suas declarações. Convidado a participar da sessão, o coordenador da Defesa Civil disse que não aceitava dar explicações em cinco minutos, tempo concedido a ele pelo presidente da Casa. Pedro Burali declarou que as acusações contra ele feitas pelos vereadores são mentirosas e que mora em Cacoal há mais de 30 anos. Acusados pelos vereadores de receber salário superior a 6 mil reais, Pedro Burali informou que o salário que ele  recebe equivale a 43%  do salário de um vereador em Cacoal. Ao usar a palavra, Pedro Burali repetiu várias vezes que o presidente não falou a verdade. 

DIREITOS IGUAIS. Na realidade, o Coordenador da Defesa Civil não está errado, quando se recusa a falar em cinco minutos, porque os vereadores que o acusaram de macular o legislativo tiveram 20 minutos para falar e não foram interrompidos por ninguém. Caso a Câmara de Cacoal conheça as diretrizes da democracia, nada mais justo do que conceder ao acusado o mesmo tempo para se defender. Entretanto, depois de tudo que Pedro Burali falou em sete minutos, dificilmente os vereadores vão convocar outra pessoa para explicar por que criticam a câmara. Após as declarações de Burali, o vereador Valdecir Goleiro usou a palavra e disse que sempre teve muito carinho pelo Burali, declarou que sequer ouviu os áudios e que desejava a ele tudo de bom. Valdecir Goleiro preferiu usar seu tempo para falar sobre o meio ambiente e descarregou um rio de elogios ao Coordenador da Defesa Civil. Resumo da história: os vereadores ganhariam muito mais, se tivessem ficado calados.

PROFESSOR BURALI. Já que o assunto é sobre a Defesa Civil, o coordenador do setor aproveitou a tribuna da Casa de Leis e deu uma aula aos vereadores sobre as ações que aquele órgão tem desenvolvido em Cacoal. Diversos outros assessores da prefeita Glaucione Rodrigues já usaram a tribuna da câmara, mas nenhum deles foi tão didático, convincente e verdadeiro como Pedro Burali. Um presidente de bairro que estava na sessão declarou à coluna que ele se sentiu representado pelo Pedro Burali, porque muitos vereadores não possuem capacidade de representar a sociedade. Pelo jeito, uma candidatura do coordenador da Defesa Civil poderia causar um estrago na popularidade dos vereadores que não aceitam receber críticas da população. Se uma pessoa que ganha 43% do salário de um vereador conseguiu abalar a estrutura de vários vereadores, realmente o poder precisa ficar de olhos bem abertos, porque Pedro Burali não é a única pessoa que critica os vereadores de Cacoal. Há milhares de buralis... e buracos!!!

DISSE ME DISSE. O vereador Rogério Chagas, o Rogerinho do Regional, não gostou do clima instalado na Casa, pela presença do senhor Pedro Burali. O vereador reclamou que não havia nenhuma necessidade de chamar o coordenador da Defesa Civil para dar explicações e classificou como“disse-me-disse” as argumentações do presidente da Câmara de Cacoal, Valdomiro Corá. Rogerinho tinha razão, porque os vereadores que provocaram a situação não tiveram argumentos para questionar o convidado. Nos bastidores, porém, circulou uma informação de que um grupo de vereadores, magoados com Pedro Burali, irão pressionar a prefeita para tirá-lo do cargo. Como todos os vereadores fizeram muitos elogios à atuação de Burali na Defesa Civil, caso a prefeita venha a demitir o coordenador, terá sido porque ele criticou os vereadores. Entretanto, a situação pode ficar mais complicada politicamente, porque Pedro Burali declarou durante a sessão que ele não emitiu sua opinião sobre os vereadores, apenas comentou sobre a opinião de empresários e líderes religiosos que consideram a câmara muito ruim. Neste caso, tudo indica que os vereadores vão preferir esquecer a briga com o coordenador da Casa Civil e preservar seus mandatos. A melhor coisa a fazer...

VEREADORES VIRTUAIS. Falando em vereadores, existe um fato muito estranho envolvendo os representantes do povo. Eles desapareceram das redes sociais depois das eleições. Na realidade, eles utilizam apenas seus perfis no Facebook ou Instagram, para divulgar fotos de aventuras do mandato, mas jamais emitem opiniões em grupos de WhatsApp. As exceções ficam por conta dos vereadores Claudinei Castelinho e Mário Moreira Jabá. Esses dois fazem parte de diversos grupos de zap da cidade e dão opiniões claramente, sem se esconder dos debates. Os demais vereadores alegam diversos motivos para não ficar nos grupos. Alguns dizem que não tem tempo, outros dizem que não gostam, outros dizem que o celular está travando, outros dizem que preferem falar pessoalmente e outros muitos motivos. Mas como em 2020 haverá eleição para vereadores, com certeza eles estarão presentes em todos os grupos da cidade, falando que precisam de uma oportunidade para continuar defendendo a população. Enquanto todos os políticos do Brasil adoram as redes sociais, nossos vereadores querem ficar bem distante. 

QUEM  QUER DINHEIRO??? A prefeita Glaucione Rodrigues certamente terá que dar muitas explicações aos moradores da zona rural de Cacoal, neste período chuvoso. O problema é que o município até este momento não utilizou nenhum centavo dos recursos destinados pelo programa FITHA ao município. O FITHA é um programa que envia dinheiro aos municípios para ser empregado em ruas, estradas rurais e outros setores do gênero, como forma de incentivo aos municípios. Infelizmente, por alguma razão, a prefeitura de Cacoal deixou de prestar contas dos recursos do FITHA referentes a 2017 e 2018, situação que impossibilitou a administração de receber os valores referentes ao ano de 2019. Os recursos do FITHA que Cacoal tinha direito para este ano se aproximam de um milhão e meio de reais (RS 1.437.000,00) e não poderão ser usados este ano por falta de prestação de contas. O curioso nessa história é que o país está em crise financeira e muitos municípios reclamam da falta de recursos. Em Cacoal mesmo, a administração tenta pedir cinco milhões emprestados à Caixa Econômica, sob a alegação de que serão empregados em vias públicas.

INVERSÃO DE VALORES. A situação vai mais além. Poucos dias atrás, o município de Cacoal devolveu aos cofres do estado cerca de 128 mil reais justamente do programa FITHA, porque não conseguiu aplicar os recursos no município. Curiosamente, nos últimos dias, o município faz uma licitação para empregar 66 mil dos cofres municipais para fazer os mesmos trabalhos que poderiam ter sido feitos com os valores devolvidos. Nesse sentido, a prefeita precisa sentar e conversar com seu pessoal técnico, porque as coisas precisam melhorar neste setor. Claro que muitas vezes há diversos fatores que criam dificuldades para a utilização de recursos de fontes estaduais ou federais, mas devolver dinheiro não parece ser o caminho para um município onde as pessoas reclamam todos os dias das condições das vias públicas e estradas vicinais. Em tempos de crise, como o país vive atualmente, é fundamental que os municípios tenham uma equipe competente para elaborar bons projetos e empregar de modo eficiente os poucos recursos que chegam ao município.

CAFÉ BRASILÂNDIA. O município de Nova Brasilândia tem evoluído muito como produtor de café no estado de Rondônia e pelas informações oficiais ocupa as primeiras posições neste quesito. Mas tudo indica que as coisas vão evoluir ainda mais naquele município. Há em Brasilândia um grupo de produtores que criaram uma sociedade para exportar café e já pensam em ampliar as ações. Este grupo dispõe de equipamentos muito modernos para retirar poupa de café e certamente vai alavancar a economia do municipio. Vale lembrar que Nova Brasilândia tem pouco mais de 20 mil habitantes e quase quatro vezes menor que Cacoal, cidade conhecida como a Capital do Café. Em diversos pontos comerciais de Cacoal também já está a venda o Café Brasilândia, produzido no município da BR 429 e elogiado por muitas pessoas em Cacoal. Acorda Cacoal!

ELEIÇÕES 2020. O município de Ministro Andreazza poderá voltar a ser administrado por um prefeito do Partido dos Trabalhadores a partir de 2021. Uma enquete realizada uns vinte dias atrás na cidade revelou que os nomes favoritos na disputa, na eleição do próximo ano, são do empresário Odair da Nelore e o ex-prefeito Gervano Vicente, ambos filiados ao PT e muito conhecidos no município. Claro que há outros eventuais nomes que podem surgir até lá e muitas mudanças podem acontecer na conjuntura, além do que a enquete pode não revelar a realidade com tanta precisão, mas o indicativo nesse momento é este. Para aqueles que imaginam que o PT acabou, as coisas não são bem assim. Com tantas administrações ruins em Rondônia, após as eleições de 2016, podem surgir muitas novidades quando as urnas se abrirem em outubro de 2020.

ELEIÇÃO DE DIRETORES. Os professores da rede estadual de ensino estão muito irritados com os deputados estaduais. Poucos dias atrás, a Assembleia Legislativa de Rondônia aprovou, por unanimidade, um projeto de autoria do deputado Laerte Gomes, presidente da ALE, que determina a revogação de todas as leis estaduais que tratam da eleição de diretores de escolas. O autor do projeto alegou que seu projeto foi elaborado com base no pedido de muitos professores do estado de Rondônia que não aceitam as normas atuais da eleição de diretores. Entretanto, nenhum professor confirma ter pedido ao deputado para acabar com a eleição. Caso o governo de Rondônia não adote novas medidas sobre o assunto, a educação estadual terá um retrocesso sem precedentes, votando à velha forma de indicar diretores pelo critério de ser cabo eleitoral de deputados.  Por outro lado, um professor que aceita ser diretor de escola colocado por um político não tem nenhum compromisso com a educação. Uma professora comentou com a coluna que dois ou três diretores de escolas de Cacoal pediram ao Secretário de Educação para não fazer a eleição de diretores ou para adotar critérios que fossem favoráveis aos atuais diretores. Que pena!!!

 

TAMBÉM LÊ TRIBUNA POPULAR....

O ADVOGADO, Seneval Viana da Cunha, paranaense nascido na cidade de Cruzeiro do Oeste, mas criado em Umuarama, com 17 anos na advocacia em Cacoal, onde chegou em 2002,  que atua em parceria com o dr. Teófilo Antonio da Silva, ambos palmeirenses,  também lê TRIBUNA POPULAR e www.tribunapopular.com.br.
 



Fonte: Redação
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