Boca Maldita
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Coluna

Boca - Maldita de 21 de junho de 2019

Boca - Maldita de 21 de junho de 2019
Publicado em: 21 de Junho de 2019

FERIADOS DA DISCÓRDIA. Essa semana foi marcada pelo fato de haver dois feriados durante os dias úteis. Os órgãos públicos estaduais e municipais viraram uma confusão muito grande porque alguns cumpriram os feriados nas datas oficiais, enquanto outros puxaram para antes ou depois. Muitas pessoas chegaram a discutir a ideia de acabar com os feriados que ocorrem entre terça e quinta, puxando para a segunda ou sexta, mas quem lembra do governo Sarney sabe muito bem que a ideia não deu certo no Brasil. Há ainda aquelas pessoas que dirão que o Brasil é um país com muitos feriados e isto não é mentira, porém existem países com muito mais feriados e que funcionam de modo muito eficiente, como é o caso do Canadá, Grécia, Japão, Egito e outros. O problema do Brasil não está no número de feriados; está na cultura da população.

ESCOLA FAMÍLIA AGRÍCOLA. Sempre que alguém fala da história de Cacoal, aparece uma pessoa para pregar ideias muito nostálgicas e lembrar dos tempos em que tudo funcionava muito bem na cidade. Esse tipo de sentimento é muito importante, mas precisa ser reforçado por uma prática que tenha compatibilidade com o amor ao município. Quem visita a Escola Família Agrícola de Cacoal, localizada na Linha 10 do município, tem a impressão de que o amor dos cacoalenses pela cidade está muito fragilizado. A prefeita Glaucione Rodrigues e mais da metade dos vereadores fazem muitas juras de amor a Cacoal e falam da história da cidade com orgulho. Talvez fosse muito importante eles fazerem uma visita à EFA e conversar com as pessoas que trabalham ali no local. Com certeza, é possível surgir alguma ação municipal para melhorar as condições da escola. Não podemos aceitar a realidade que tem hoje em termos de falta de apoio financeiro. 

BAIANO DA MELANCIA. Apesar de haver poucas manifestações públicas, existem grandes movimentações nos bastidores sobre a sucessão da prefeita Glaucione Rodrigues. Diversos partidos com registro na Capital do Café fazem repetidas reuniões. Algumas lideranças da cidade também procuram se movimentar, como é o caso do Baiano da Melancia, muito conhecido por todos os políticos do município. Em contato com nossa equipe, na semana passada, Baiano da Melancia declarou que está decidido a disputar o cargo hoje ocupado pela ex-deputada Glaucione, porque não está contente com a situação da cidade. Ele ainda não definiu qual será sua sigla para as eleições, mas se depender de sua vontade será o PSL, partido do presidente Bolsonaro e do governador Marcos Rocha. Quanto ao seu vice, ele informou que está aberto ao diálogo e vai avaliar diversos bons nomes que já conversaram com ele nos últimos meses. Se ficar definida a filiação do Baiano ao PSL e se ainda funcionar a onda Bolsonaro no estado, muita coisa pode acontecer em Cacoal. 

HISTÓRIA E ABANDONO. O vereador Pedro Rabelo está entre os bons vereadores que temos na Câmara Municipal de Cacoal e ele costuma abordar temas realmente importantes para o município. Na última segunda-feira, ele questionou, em seu pronunciamento, as condições em que se encontram a rua Aluísio Ferreira, uma das principais vias públicas de Cacoal. Talvez muitas autoridades não saibam onde passa esta rua, mas quem frequenta lugares como o Shopping Cacoal, UNESC, Residência do DER e todos os moradores do bairro Incra sabem muito bem dos problemas que vivem. Vale registrar que muitas pessoas de outras cidades usam aquela rua como principal acesso ao Shopping Cacoal, fato que não causa nenhum orgulho para os cacoalenses, porque fica a impressão de que nossa cidade está abandonada. Isso sem falar que Aluísio Ferreira foi o primeiro governador do Território do Guaporé e merece todo o respeito, porque assim como muitos cacoalenses, ele foi pioneiro da nossa história. A rua está realmente em péssimas condições!!!


PACOTE DO PROGRESSO. Na última segunda - feira, os vereadores de Cacoal realizaram a primeira sessão do ano de 2019. Na ocasião, foram votados vários projetos de autoria do Executivo, não houve nenhum bate-boca, nenhuma baixaria e a elegância reinou entre os vereadores. Nos últimos quatro ou cinco meses, a rotina da Casa foi marcada por brigas, confusões, agressões e nenhuma medida a favor da cidade era discutida em plenário.  O clima realmente parecia uma câmara,  tanto que a sessão, que normalmente dura duas horas, durou quatro horas. Essa semana o contribuinte de Cacoal não teve prejuízo,  como vinha ocorrendo. Deve ser bem complicado para salários de 10 mil durante cinco meses para pessoas que não produzem nada. Continuem assim, como na ultima sessão!

FUNK UNIVERSITÁRIO. Nos últimos dias, diversas pessoas comentaram nas redes sociais sobre a festa junina que aconteceu no Campus da Unir em Cacoal. Em geral, os comentários foram muito positivos, porém houve algumas críticas, principalmente voltadas para a seleção musical adotada no dia do evento. As reclamações são por conta do funk, estilo musical considerado por muitas pessoas como uma espécie de música de quinta categoria. Não vamos condenar a preferência musical dos acadêmicos da Unir, mas, convenhamos, o funk, com todo respeito, não combina com a academia. Pode até ser animado, por ser uma coisa jovem, pode ser bonitinho, mas não combina com a academia. No caso de Rondônia, esse estilo musical é a predileção de muitos estudantes nos bailes de formatura e ninguém entende por que razão isto acontece, já que vivemos em um estado sertanejo e relacionado com o campo. Festa junina com funk realmente é uma coisa muito estranha!

RECONSTRUÇÃO DO RIOZINHO. Já que estamos falando em inauguração,  a data do dia 15 de julho está marcada como o dia em que o Riozinho terá um tratamento especial. Segundo a prefeita Glaucione Rodrigues, neste dia, haverá, no local, diversas atividades, como operação tapa buracos, limpeza de ruas, encascalhamento, construção de pontes muitos outros serviços. Com certeza, será uma data na qual nossos vereadores farão muitas fotos e lives, como aconteceu na chegada dos ônibus amarelos. Esperamos que a cultura da UPA não contamine os serviços programados para o Riozinho. O que não vai faltar é vereador com cópia de oficio nas casas do Riozinho, dizendo que foi eles que fizeram tudo. Claro que nem todo mundo vai acreditar, porque a comunidade do Riozinho conhece muito bem essa história.

TERMINAL RODOVIÁRIO. A coisa não para por aí! Além de todos os serviços de pavimentação e saneamento prometidos pela administração, está encaminhada a licitação para a construção do terminal rodoviário do Riozinho. Segundo as informações que temos, os recursos para a execução da obra são resultados de uma emenda parlamentar de autoria do deputado federal Expedito Neto e teria sido um pedido do ex-vereador Adailton Fúria. Realmente é uma obra que fará uma grande diferença para a população daquele local, porque as pessoas sofrem com a falta de uma rodoviária. Muitas pessoas trabalham em Cacoal ou Pimenta Bueno e enfrentam enormes dificuldades pela falta de transporte coletivo de qualidade. Estava na hora de resolver esse problema. Esperamos que a administração adote todas as medidas cabíveis para que esta importante obra seja realizada com brevidade. 

PROBLEMA PATOLÓGICO. Poucos dias atrás, diversos vereadores e outras pessoas faziam festa e diziam que a Unidade de Pronto Atendimento  (UPA) de Cacoal seria inaugurada. Algumas dessas pessoas chegaram a marcar o dia da inauguração. Tudo não passou de fakenews! Na sessão ordinária desta semana, o vereador Paulo Duarte informou que a coisa não é bem assim e que não  há previsão para a festa de inauguração. Na verdade, a UPA já teve a data de inauguração marcada, umas 15 vezes, e a população já está acostumada. Enquanto não acontece o evento, o sistema de saúde do município praticamente não existe, uma vez que a Unidade Mista fechou há muito tempo. Vamos torcer para que a UPA não tenha a mesma história do Hospital Regional, cuja construção demorou 20 anos. 

DECISÃO JUDICIAL. Em vídeo gravado pela assessoria da prefeita Glaucione Rodrigues, ela anuncia que vai conceder a partir de junho deste ano o direito ao Piso Salarial Nacional dos professores municipais. Na realidade, trata-se de uma ação judicial movida pelo Sindicato dos Servidores Municipais, no ano de 2013, e que chegou ao fim este ano. Conforme consta no portal do Supremo Tribunal Federal, a ação transitou em julgado, o que significa que não há mais nenhuma possibilidade de recurso por parte do município. A decisão da prefeita de cumprir a determinação do Poder Judiciário é realmente importante, porque o não cumprimento pode levar ao bloqueio de recursos do município, fato que poderia causar um prejuízo muito grande aos cacoalenses. Os servidores e ao sindicato lutou até o fim pelo direito ao piso salarial.

QUEBRA DE SLOGAN. Em discurso realizado na sessão da última semana, o vereador Claudinei Ribeiro Castelinho disse que estava muito feliz, porque há meses não via a prefeita Glaucione Rodrigues e teve esta oportunidade em uma reunião onde foram discutidos alguns assuntos sobre a mobilidade urbana. A prefeita precisa ver a fala do vereador não como uma crítica, mas como um fato que precisa ser revisto. Em uma cidade com o perfil de Cacoal, é muito ruim que a prefeita fique sem contato oficial com os membros do poder legislativo tanto tempo. Fazer reuniões com cinco ou seis membros da Casa que são aliados da administração não é o caminho para quem deseja administrar para a coletividade, afinal de contas, “Administrar é cuidar juntos!”. Mas o vereador também está errado. Ele deve ir até a prefeita ver com ela o motivo das coisas não acontecer. Lembre-se do ditado: Se Maomé não vai até a montanha, a montanha vai até Maomé. Que sirva aos demais vereadores...

 

O PERCEU Rejani Gonçalves Quiles, que chegou a Cacoal com 14 anos em 1981, filho do saudoso professor Francisco Gonçalves Quiles, que originou o nome do campus da Unir/Cacoal e da dona Nereide e irmão do Percílio (residente no Japão), Percília e Priscila (residentes em Cacoal) e tio da Gabriella, Paula, Lucas e Vinicius e pai do Igor Santos Quiles, torcedor do São Paulo, agora colaborador deste jornal, sempre leu e continua lendo este TRIBUNA POPULAR e o www.tribunapopular.com.br



Fonte: Redação
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