Boca Maldita
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Coluna

Boca Maldita de 14 de março de 2019

Boca Maldita de 14 de março de 2019
Publicado em: 15 de Março de 2019

REFORMA DA PREVIDÊNCIA - Embora o ministro Paulo Guedes tenha declarado, nos últimos dias, que precisa somente de 48 votos para completar os 308 necessários à aprovação do projeto de reforma da previdência, a conta não é tão simples como ele pensa ou como parece. O PSD, partido liderado por Gilberto Kassab, era fechado 100% com o projeto antes de chegar á Câmara. Hoje os líderes do partido declaram que a coisa não é bem assim e que muitos deputados da sigla mudaram de opinião. Existem diversos pontos na reforma que os deputados rejeitam, além do que o Palácio do Planalto parece não ter convencido muitos membros do Congresso Nacional sobre o tema. A liberação de um bilhão em emendas para os deputados não resolveu o problema e as manifestações contrárias ao projeto aumentam a cada dia. Após este longo período de carnaval, entidade sindicais e outros grupos de trabalhadores irão intensificar os protestos contra a aprovação do projeto, o que pode diminuir ainda mais o número de aliados de Paulo Guedes. Uma coisa podemos afirmar, com certeza, sobre o projeto de reforma da previdência: ele sairá da Câmara com inúmeras modificações. 

BANCADA DE RONDÔNIA - No caso dos deputados federais de Rondônia, Expedito Neto se manifestou publicamente sobre a reforma da previdência e declarou que é contrário ao projeto, porque vai ficar do lado dos servidores públicos, principais prejudicados com o projeto em tramitação na Câmara Federal. O deputado Leo Moraes tem posição duvidosa sobre o tema. Ele chegou a prometer fazer juras de amor aos servidores públicos de Rondônia durante a campanha, mas não foi claro como Expedito Neto em relação ao tema. Nos dias de feriado do carnaval, a deputada Jaqueline Cassol esteve reunida com dezenas de servidores públicos municipais e estaduais em Cacoal e deixou bem claro que seu voto será contrário ao projeto, caso tenha algum item que prejudique os servidores públicos. Em uma das reuniões, ela declarou que seu sogro, falecido no ano passado, era professor e que, em homenagem à carreira e à luta do sogro, ela vai ficar do lado dos servidores públicos. Jaqueline Cassol foi além, e afirmou que o projeto, com o texto que tem hoje, prejudica muito os trabalhadores rurais. Conforme a posição da deputada, nosso estado cresceu por causa dos trabalhadores rurais e ela considera traição, se algum deputado não avaliar esse fato. 

DEPUTADO DA BASE - Até este momento, apenas o coronel Chrisóstomo deve ficar com o governo, porque seu partido decidiu que todos devem votar a favor do projeto. Vale lembrar, entretanto, que milhares de servidores públicos que serão prejudicados com a aprovação da reforma fizeram campanha para o coronel. O deputado coronel Chrisóstomo talvez não saiba, mas todos os deputados federais de Rondônia que votaram a favor do governo nas últimas reformas colocadas para a apreciação do Congresso Nacional e foram candidatos à reeleição perderam a eleição em 2018. A exceção ficou por conta da recondução do deputado Lúcio Mosquini, porque a legenda do MDB conseguiu salvar sua reeleição. Votaram a favor das reformas do governo, na legislatura passada Luiz Cláudio, Marinha Raupp e Lindomar Garçom. Nilton Capixaba ficou impedido de entrar na disputa, mas sua esposa foi derrotada nas urnas. Como Rondônia é um estado onde a agricultura é muito destacada e os servidores públicos são em número muito alto, os membros da bancada federal precisam avaliar com muito carinho todos os projetos que possuem relação com esses grupos. O coronel Chrisóstomo é deputado da base do governo. Vamos ver como fica a situação dele na discussão. 
JOGANDO PARA A PLATEIA - As pessoas que assistem às sessões da Câmara de Cacoal percebem claramente que existe uma grande falta de sintonia entre os vereadores e a administração. As divergências não existem apenas entre os vereadores oposicionistas. Ela é muito mais acentuada entre os aliados da prefeita Glaucione Rodrigues. Ainda que a administração fale sobre as dificuldades de fazer reparos nas ruas e avenidas da cidade neste período invernoso, o número de pedidos dos vereadores para tapar buracos em ruas escolhidas por eles é muito grande. Os vereadores muitas vezes pedem que a população tenha paciência porque o período de chuvas impede a realização de serviços de qualidade. Porém os mesmos vereadores sobem à tribuna todas as segundas-feiras para dizer que querem a pavimentação de uma ou de outra rua. Está claro que não existe um planejamento nem da prefeitura, nem dos vereadores para definir prioridades. A impressão que fica é que alguns edis visitam cabos eleitorais e decidem fazer uma média, pedindo para limar aqui ou acolá. Como se fala no popular, eles estão jogando para a plateia. A ideia mais sensata seria esperar acabar o período de chuvas e colocar a usina de asfalto para trabalhar. 

SINSEMUC x CORAZINHO - Esta semana, os dirigentes do Sindicato dos Servidores Municipais de Cacoal (SINSEMUC) fizeram diversas manifestações de protesto contra a atitude do presidente da Câmara de Cacoal, Valdomiro Corá. O problema é que os servidores municipais sempre utilizaram as dependências da Casa de Leis, ou melhor, o auditório, para fazer assembleias onde são discutidos os problemas e eventuais soluções sobre a categoria. Com outros presidentes o SINSEMUC jamais teve dificuldade para reunir os servidores e usar o auditório do legislativo, mas o vereador Corazinho resolveu colocar dificuldades. Apesar de o sindicato ter cumprido todas as formalidades legais para requerer o uso do auditório, a solicitação foi negada pelo presidente. Corazinho telefonou, de última hora para avisar que não iria ceder o espaço. Esse tipo de situação não contribui em nada para harmonizar a relação entre os servidores municipais e as autoridades municipais. Como o presidente da Câmara é cunhado da prefeita e como ela atuou nos bastidores para eleger o cunhado, tudo indica que o desgaste político será inevitável.

CORAZINHO x SINSEMUC - O vereador Valdomiro Corá, antes de assumir o cargo de presidente da Câmara de Cacoal, já fazia muitos discursos contra os servidores municipais. Embora ele não tenha legitimidade para fazer o que prometia, em diversas ocasiões ele declarou que iria diminuir os salários dos servidores municipais. Talvez Corazinho não saiba, mas os vencimentos dos servidores da Câmara são decididos pela Mesa Diretora, não pelo presidente. No caso dos servidores do Executivo, que também eram ameaçados, quem decide é a Câmara de Vereadores; não o presidente. Ao tomar posse como presidente, o vereador deve ter percebido que não podia executar as ameaças que prometia, então ele resolveu retaliar de outra forma. A forma hostil de tratar servidores públicos já encerrou muitas carreiras políticas e o vereador Corazinho precisa fazer uma avaliação criteriosa sobre sua briga com essa importante categoria. 

ELEIÇÕES 2018 - Agora falando em eleições do próximo ano, uma enquete realizada nas redes sociais na semana passada registrou que o ex-comandante do Batalhão da Polícia Militar de Cacoal e ex-presidente do SAAE, coronel Paulo Sityá, tem o nome muito bem aceito pelos cacoalenses, como eventual candidato à sucessão da prefeita Glaucione Rodrigues. A citada enquete cometeu apenas um equivoco, ao citar que o coronel Sityá é filiado ao PSL. Em contato com nossa redação, Sityá informou que não está filiado a nenhuma sigla, mas realmente tem sido indagado pelas ruas sobre o assunto. Ele comentou que, em sua passagem pelo comando da PM no município, teve a oportunidade de desenvolver diversos projetos que ajudaram a população e que hoje, ao passar para o quadro da reserva da PM de Rondônia, ele vai seguir vivendo em Cacoal e pretende contribuir com o crescimento da cidade. Sityá não confirmou se vai disputar ou não a eleição, mas ele tem sido assediado por vários partidos no município. Com a onda de renovação promovida pelos eleitores que foram às urnas em 2018, não será nenhuma surpresa se o coronel estiver entre os favoritos na disputa pelo Palácio do Café em 2020.

ENVIARAM PRA ESSA BOCA MALDITA - “Esta semana vai ficar marcada na história do país como uma marca de muitas tragédias que podem acontecer a partir da possibilidade anunciada pelo governo de flexibilizar o uso de armas no país. Claro que os defensores do presidente Jair Bolsonaro dirão que não há conexão entre os fatos ocorridos em São Paulo e a campanha do ano passado que acabou com a eleição do presidente. O gesto conhecido de mostrar as mãos em forma de arma não representa nenhuma intenção de pacificar o país como pregam bolsonaristas. Basta observar que a população brasileira tem imensa facilidade para aderir a muitos gestos praticados por artistas e políticos no país. Analisando tecnicamente o decreto assinado pelo presidente na primeira semana de governo, está claro que não houve as mudanças que ele pretendia, mas a exaustiva exibição das mãos, em forma de arma, durante todo o ano passado, estimula sim que muitas pessoas tenham vontade de comprar e usar armas, mesmo que façam isso na ilegalidade. Talvez tenha chagado o momento de cobrar do governo e do presidente outros gestos em busca da pacificação do país”. 

 

O autônomo Irot Kovalchuk, vendedor dos melhores salames, lingüiças, costelinhas e defumados em geral, esposo da Maria Antonucce, pai do José Augusto, Luiz Carlos, Luciano, vô do Luis Augusto, da Amanda e da Júlio, em Rondônia desde 2000, morador de São Miguel e que uma vez por mês vem vender seus produtos em Cacoal, TABÉM LÊ TRIBUNA POPULAR



Fonte: Redação
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