Boca Maldita
Boca Maldita

Coluna

Boca Maldita de 12 de abril de 2019

Boca Maldita de 12 de abril de 2019
Publicado em: 12 de Abril de 2019

100 DIAS DE GOVERNO. Na última quarta-feira, o presidente Jair Bolsonaro completou 100 dias de governo. As últimas pesquisas de opinião realizadas pelo Instituto Datafolha e pela Folha de São Paulo revelam que a popularidade do presidente caiu muito nesses primeiros três meses. É claro que não se pode cobrar de um governo que resolva todos os problemas que são muitos, em tempo recorde, mas o maior motivo do evidente desgaste do governo são as declarações infelizes feitas pelo próprio presidente e por pessoas próximas dele, como os filhos. Não é possível que os filhos do presidente não percebam que estão criando problemas sérios para o governo do pai e que isto compromete a agenda do país. Por outro lado, Bolsonaro disse recentemente que seu filho Carlos Bolsonaro merece um cargo de ministro por tudo que tem feito por ele. É justamente Carlos Bolsonaro que tem criado os maiores problemas, porque em vez de exercer o mandato de vereador, para o qual foi eleito no Rio de Janeiro, ele passa grande parte do tempo nas redes sociais, atacando adversários e até mesmo aliados do presidente. Se bem que ultimamente parece que os filhos deram uma calada possivelmente por entenderem que estavam sendo considerados pelos adversários o estopim para desestabilizar o Governo.

EDUCAÇÃO DO IMPROVISO. Já tem gente dizendo que o novo ministro da educação, Abharam Weintraub, que assumiu o cargo no lugar do colombiano Ricardo Velez, tem um perfil muito semelhante, no que diz respeito ter poucas informações sobre as atribuições que possui como chefe da pasta da educação. Dois dias depois de assumir o ministério, ele declarou que o MEC pretende endurecer as regras contra alunos que agridem professores. Até aí, ele não está errado, porém dizer que o governo pode até retirar a guarda dos filhos, por causa de indisciplina é um pouco fora do limite mas se é possível, que assim seja. O ministério da educação precisa encontrar, com urgência, um caminho para sugerir e implementar as novas medidas que possam fazer alguma diferença na educação. Após 100 dias de governo o MEC só produziu polêmicas e demissões. Em três meses foram cerca de 20 trocas de cargos e exonerações. Com esse ritmo, realmente fica muito difícil apresentar algum resultado positivo. O governo precisa parar de testar ministros na educação.

PEDIDO DE IMPEACHMENT. Assim como o presidente Jair Bolsonaro, o governador de Rondônia, Marcos Rocha, também completou, na última quarta-feira, 100 dias de governo. Marcos Rocha fez campanha prometendo austeridade e o enxugamento da máquina pública, além de combater todos os dias a corrupção. Já durante a campanha, o atual mandatário do estado dizia que, quando tivesse alguma dúvida, consultaria o presidente da república, que pertence ao seu partido. É muito provável que Marcos Rocha ainda não tenha encontrado tempo suficiente para consultar o presidente sobre alguns fatos e talvez por isso ele tenha completado 100 dias de governo com um pedido de impeachment apresentado na Assembleia Legislativa de Rondônia pedindo o afastamento dele. No pedido, o autor argumenta que ele deixou de cumprir as normas em vigor em diversas nomeações que foram feitas em autarquias e fundações do estado. Além disso, Marcos Rocha deve ser o único governador que iniciou o mandato com uma greve em andamento. E o segmento em greve nos primeiros dias de governo foi justamente os Agentes Penitenciários, que antes da campanha tinham como chefe o atual governador.

TERRORISMO GOVERNAMENTAL. Em áudio que circulou por todos os grupos e redes sociais de Rondônia, o vice-governador José Jodan faz diversas declarações que precisam ser, no mínimo, esclarecidas. Ele sugere, nas declarações, que o governo vai colocar um grupo de agentes do setor de inteligência para fazer fiscalizações rigorosas nas empresas que trabalham no ramo de comércio de café no estado. O vice-governador fez as declarações em uma reunião que aconteceu no município de Novo Horizonte. É muito estranho que os empresários do ramo de café não tenham se manifestado e mais estranho ainda é que existe na Assembleia Legislativa uma comissão chamada Comissão de Agricultura. Até hoje, os membros da comissão não tomaram nenhuma medida. O vice-governador deveria ser convidado pela comissão para explicar as ameaças que fez em nome do governo contra empresários que ajudam manter a economia do estado.

POLÍTICO SEMIONESTO. Recentemente, em uma roda de amigos que costumam frequentar um barzinho de Cacoal onde a política muitas vezes é assunto rotineiro, surgiu um neologismo daqueles cuja finalidade é encontrar um eufemismo que seja adequado ao fato, evitando dissabores na rodinha, visto que há sempre opiniões diferentes. Ao comentar sobre a conduta política de determinado cidadão, um dos senhores que participava da conversa declarou que na opinião dele o fulano era “semionesto. Na ocasião, diversos amigos que estavam na roda de conversa cobraram uma explicação mais ampla sobre o que seria um político semionesto. Certamente vem a ser aquilo que se chama, na linguagem popular, adotada por muitos eleitores, de político “rouba-mas-faz”, aquele que é desonesto, mas faz média com eleitores em períodos eleitorais ou pré-eleitorais, tentando pregar a ideia de bonzinho.

GLAUCIONE X FRANCO. Recentemente, o vereador Jabá Moreira e a prefeita Glaucione Rodrigues promoveram um embate curioso. Segundo esclareceu o próprio Jabá Moreira, durante a sessão ordinária desta semana, a prefeita declarou a ele em um local público onde se encontraram, que ela fez muito mais por Cacoal, no período de dois anos, do que teria feito Francesco Vialleto em oito anos.  Em resposta, o vereador afirmou que não conhecia a aptidão da prefeita para contar piadas e citou diversos números de ações do ex-prefeito. Nossa equipe não tem a menor intenção de ficar de lado A ou B, nesta disputa, mas é necessário que se faça justiça. Muita gente talvez não se lembra, mas foi o ex-prefeito que melhorou a qualidade da água de Cacoal, através empenho do Pereira,  além do que muitas famílias hoje possuem casa própria por iniciativa da gestão Franco. Então a prefeita ainda precisa agir muito para comparar as duas gestões. Talvez o tempo que teve seu antecessor seja um grande diferencial, mas não se pode negar que houve avanços na gestão do italiano. Claro, nos oito anos...

TRIBUNAL DE CONTAS. O Tribunal de Contas de Rondônia (TCE) decidiu, em Plenário do órgão, aplicar multa de C$ 1.620.00 na prefeita Glaucione Rodrigues, no ex-secretário de Meio Ambiente, Leandro Chagas e na empresa Fox. O valor da multa é individual e deve ser recolhido dentro do prazo determinado pela Corte de Contas e pelo Ministério Público de Contas. O motivo da multa, segundo o Tribunal de Contas do Estado é que o município de Cacoal fez uma licitação cuja finalidade era de podar árvores e limpar logradouros públicos, aproveitando uma carona em outro processo relacionado com a CAERD. Entretanto, o parecer do TCE esclarece que não havia semelhança entre o ato da CAERD e o ato da administração de Cacoal, visto que a administração confunde contrato de limpeza de prédios públicos com contrato de limpeza de logradouros públicos. Conforme está registrado no voto do relator, ele considerou a situação como um erro gravíssimo. Os agentes públicos precisam ter cuidado com essas situações, porque o Tribunal de Contas já encerrou a carreira política de muita gente em Rondônia.

PRESSÃO ELEITORAL. Depois que surgiu em Cacoal o movimento “Cacoal da Depressão”, grupo organizado nas redes sociais e que cobra ações mais eficazes dos mandatários do município, diversos vereadores passaram a se sentir muito incomodados. O grupo reivindica pavimentação de ruas e avenidas, transparência nos processos de licitações, melhores escolas, melhor saúde pública e outros serviços e ações que são de obrigação das autoridades municipais. Em virtude do movimento, diversos vereadores reagiram e passaram a trabalhar, nos bastidores, para enfraquecer o movimento. Na sessão da ultima segunda-feira, pessoas que fazem parte do movimento Cacoal da Depressão levaram faixas e exibiram no Plenário, pedindo a saída dos vereadores Valdomiro Corá, Valdecir Goleiro e da vereadora Maria Simões. O vereador Corazinho e a vereadora Maria Simões demonstraram profunda irritação com as faixas e acusaram os membros do movimento de terem inveja de seus mandatos. Na realidade, mesmo que os vereadores não gostem desse tipo de manifestação, não há nenhum impedimento legal, porque a Constituição Federal ampara as manifestações pacíficas. Talvez fosse melhor os vereadores fingirem que não leram as faixas, como fez o Valdecir Goleiro. Defendemos aqui manifestações pacificas, sem intervenções como uma voadeira praticada por um membro do grupo, numa manifestação anterior.

ACORDO DE CAVALHEIROS.As pessoas que foram ao Plenário da Câmara Municipal de Cacoal, acompanhar a sessão da última segunda-feira, perceberam claramente que houve um acordo de cavalheiros entre os membros da Casa de Leis, após os sucessivos barracos nas últimas 07 sete sessões. Na semana anterior, a confusão aconteceu quando o vereador Corazinho, presidente da Câmara, suspendeu a sessão e impediu o vereador Jabá Moreira de concluir o tempo regimental a que tinha direito, causando um grande transtorno aos contribuintes que deixaram suas casas para saber o que fazem os edis. Esta semana, todos os vereadores que usaram a tribuna falaram exatamente dez minutos, inclusive o vereador Jabá Moreira. O problema do tempo de uso da tribuna poderia ser corrigido com extrema facilidade. Basta que os vereadores utilizem também o tempo regimental de cinco minutos no Pequeno Expediente. A questão é que eles jamais cumpriram o Pequeno Expediente e muitos projetos deixam de ser discutidos por isso. Existe um acordo entre os vereadores para que todas as sessões tenham o tempo diminuído. Até hoje eles não explicaram a razão desta estranha conduta.

OPERAÇÃO FEUDO. Na última quarta-feira, a Polícia Federal realizou a Operação Feudo, cuja finalidade era desarticular um esquema montado em Ministro Andreazza, em virtude da realização de uma obra de saneamento básico no município. Segundo informaram as autoridades responsáveis pela operação, foram nove mandados de prisão cumpridos e cerca de vinte mandados de busca e apreensão, em diversos municípios de Rondônia, entre eles Ministro Andreazza, São Filipe e Cacoal. Ainda de acordo com as informações prestadas pela PF, as investigações foram iniciadas no ano de 2015. Pelos números apresentados, o valor total da obra era de cerca de 18 milhões de reais e aproximadamente 65% dos serviços foram executados, embora haja, segundo a investigação, fortes indícios de corrupção envolvendo várias pessoas. Claro que a investigação não está concluída e vamos aguardar para divulgar mais detalhes aos nossos leitores.
 

O SEU GUSTAVO, capixaba, patriarca da família Discher, que recentemente completou 90 anos de idade, morador da linha 09, área rural, cacoalense desde o dia 07 de setembro de 1976, membro fundador da Paróquia Luterana dos Migrantes e da Comunidade da Paz, da Linha 09, também lê TRIBUNA POPULAR!


Publicidade
Publicidade
Publicidade
Publicidade
Publicidade
Publicidade
Publicidade

Mais de Boca Maldita