Boca Maldita
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Boca Maldita de 11 de janeiro de 2019

Boca Maldita de 11 de janeiro de 2019
Publicado em: 11 de Janeiro de 2019

Boca Maldita de 11...

BOLSONARO PRESIDENTE. Após o período de recesso da coluna, dia 04, estamos de volta para manter nossos leitores sempre por dentro dos fatos, principalmente os fatos políticos de nossa cidade, nosso estado e o país. Agora, com a posse do novo presidente, muitas coisas novas são esperadas pelos eleitores, as promessas do presidente Jair Bolsonaro foram nesse sentido. Claro que, como estamos nos primeiros dias de mandato, muita coisa ainda precisa se ajustar, mas já existem vários atos do novo governo que geram discussões muito acirradas entre os defensores do bolsonarismo e os demais eleitores. O fato é que Bolsonaro foi eleito, está empossado e agora é o presidente. Mas também é fato que, se não atuar da maneira como prometeu, seus eleitores prometem meter a boca e até ir às ruas, embora pouca gente acredite nisso. 

MOURÃO FILHO. O vice-presidente da República, Hamilton Mourão teve o nome envolvido em uma situação delicada durante esses primeiros dias de governo. O problema é que seu filho Antônio Mourão, funcionário do Banco do Brasil, foi nomeado, na primeira semana de governo, para um dos cargos mais importantes do Banco do Brasil e com um salário de quase 40 mil reais.  O general e vice - presidente reagiu às muitas críticas sobre o fato dizendo que seu filho foi nomeado para o cargo porque é muito competente. Porém a explicação não agradou nem mesmo os apaixonados eleitores de Bolsonaro que exigem uma explicação mais convincente.  Vale lembrar que diversos outros funcionários são mais antigos na instituição e também são competentes, mas não tiveram a mesma sorte.

MARCOS ROCHA GOVERNADOR. No aspecto estadual, a situação é semelhante, porque o governador empossado no dia primeiro de janeiro teve uma votação histórica em Cacoal, alcançando mais de 72% dos votos válidos. Não dá para negar o crédito que o eleitor cacoalense deu ao governador Marcos Rocha.  Sendo desta forma, com certeza, as cobranças também serão muitas, caso o eleito não corresponda. Entre as medidas já adotadas pelo novo governo de Rondônia, está o ato que solicitou de volta todos os servidores estaduais que estavam à disposição de instituições que não sejam estaduais. Assim, dezenas de servidores estaduais deixarão de prestar serviços aos municípios, fato muito comum em Rondônia. Tudo indica que esta medida pode causar polêmica, já que muitos desses servidores possuem fortes ligações com deputados estaduais, federais ou senadores eleitos em outubro de 2018. 

ONDA BOLSONARO. A disputa pela presidência da Assembleia Legislativa do Estado começa a ganhar um clima mais acirrado. O sargento Eyder Brasil, deputado eleito pela Onda Bolsonaro, apareceu entre os candidatos que pleiteiam o cargo. Nos bastidores, há quem diga que ele é o candidato do governador e que está intensificando as articulações para vencer a disputa. Nas redes sociais, o deputado tem sido muito ríspido com os colegas que assumirão o mandato em primeiro de fevereiro, e que votam para eleger o presidente da Casa. Essa metodologia evidencia a falta de experiência do deputado Eyder e pode fragilizar muito a situação do governo, porque metade dos deputados que tomarão posse junto com ele foram reeleitos para o cargo e conhecem muito bem os caminhos da política rondoniense e os corredores da Assembleia. A Onda Bolsonaro pode não ter na eleição da Mesa Diretora o mesmo efeito que teve nas urnas.
BERTINO NA CRE. A Coordenação Regional de Ensino de Cacoal teve uma mudança nos primeiros dias do ano. A partir de agora, o Coordenador é o professor Bertino Severino Neto, que reassume o cargo, depois de ter ficado um tempo atuando em outros setores. Logo nos primeiros momentos após ser empossado, ele visitou algumas escolas de Cacoal e conversou com os profissionais da educação. Quando ocupou o cargo anteriormente, a marca principal do professor Bertino era estar muito presente nas escolas e isto certamente contribuiu muito para que ele seja hoje um nome sem rejeição entre os profissionais que atuam na rede estadual de ensino de Cacoal. Desejamos sucesso ao professor Bertino e torcemos para que ele mantenha o diálogo que o credenciou para voltar ao cargo onde já desempenhou um bom trabalho. Boa sorte!!

CORAZINHO PRESIDENTE. No âmbito municipal, as mudanças mais robustas aconteceram na Casa de Leis, onde o vereador Valdomiro Corá, desde o dia 1° de janeiro, é o presidente. Antes de assumir o cargo de chefe do Legislativo, Corazinho fez inúmeras promessas sobre a moralização do serviço público e a condução política do município. Entretanto, ele ainda precisará mostrar serviço para convencer os colegas e a população de que tem realmente capacidade para ser presidente de uma câmara tão importante como a de Cacoal. Quem acompanha a atuação dos vereadores sabe que as articulações para eleger os presidentes das comissões permanentes da Casa ganharam um clima bélico e que os principais prejuízos ficarão com o Executivo, visto que alguns vereadores tidos como opositores ganham força nas comissões, a partir de agora. Isso sem falar que, com o Corazinho presidente, a prefeita Glaucione Rodrigues perde um voto garantido nas deliberações que não exigem quórum qualificado.

CULTURA DA MORDAÇA. Os festejos de final de ano revelaram um pequeno conflito entre o deputado eleito Adailton Fúria e as pessoas da Administração Municipal que organizaram o evento da virada de ano no Complexo Beira-Rio. Em dado momento, Fúria pediu para usar a palavra e teria sido, segundo ele postou nas redes sociais, impedido de saudar o público, pelo Presidente da Fundação Cultural de Cacoal, professor Dilson Monteiro. Depois que o presidente Jair Bolsonaro e o ministro Sérgio Moro proibiram os servidores do COAF de dar informações sobre o órgão, a cultura da lei da mordaça pode ganhar força no país. Adailton Fúria certamente não gostou do ocorrido e isto pode criar dificuldade de dialogo com a administração. Claro que foi um fato de dimensão muito pequena, mas em política não se pode duvidar de nada. 

PEDAGOGIA DA PERSISTÊNCIA. A professora Fátima Gavioli, ex-secretária de Educação de Rondônia, passou a residir em Goiânia este mês. O motivo é que ela tomou posse, como Secretária de Estado da Educação de Goiás, fato que gerou algumas discussões. É importante registrar que Goiás é um estado com quase 80 anos de emancipação (76) e com uma estrutura bem diferente de Rondônia, porque é um estado referência em diversos campos de atividade, entre eles a Medicina e a Agropecuária. Entretanto, a professora Fátima Gavioli gosta de desafios e vamos torcer para que ela tenha sucesso em sua nova missão. Como secretária em Rondônia, ela tinha 52 municípios e cerca de 400 escolas. Em Goiás, existem 246 municípios e mais de 1050 escolas estaduais, além do que tem uma população quase quatro vezes maior que Rondônia. Tudo indica, porém, que a nova secretária de Goiás precisará lidar muito mais com a rejeição de alguns grupos políticos do estado governado por Ronaldo Caiado, visto que diversas pessoas criticaram muito a nomeação dela. Desejamos sucesso!

LIXO x DEMOCRACIA. O Brasil tem vivido, nos últimos meses, um clima de muita intolerância política, em virtude dos conflitos das eleições gerais ocorridas em 2018. Entretanto, nossa população sempre foi vista como ordeira e pacata, marca que já se mantém por mais de cinco séculos. Em razão disso, não podemos concordar com algumas ideias ou atitudes que fogem desse padrão de civilização. Poucos dias atrás, algumas pessoas projetavam juntar todo o lixo acumulado em diversos pontos da cidade para depositar na frente da residência da prefeita Glaucione Rodrigues. Claro que nós entendemos que o contribuinte precisa cobrar eficiência nos serviços oferecidos pela municipalidade, mas as atitudes extremas não combinam com a população da Capital do Café. Discordar de atos da administração é uma coisa; promover o vandalismo é outra. Registramos nossas discordâncias e esperamos que os serviços de coleta de lixo sejam restabelecidos como a população merece.  E que também não esqueçamos dos fatos ocorridos em 1984, quando foram envolvidas as sedes da prefeitura e da Ceron.

 

O ANTONIO CARLOS GONÇALVES, muito conhecido em Cacoal como o popular Cremol ou Carlinhos Cremol e sempre requisitado por equipes  por atuar com eximia habilidade no futebol, também atleta de Os Tribuneiros; que pertencem à família da tradicional Sorveteria Cremol na Dois de Junho, santista que nasceu na cidade de Guaraniaçú-Pr e que chegou em Cacoal em 1983, pai da Carla Izabela e do pequeno Marco Antonio e esposo da Maria, sempre leu e continua lendo TRIBUNA POPULAR e acessando o www.tribunapopular.com.br



Fonte: Redação
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