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FÉRIAS PARA OS VEREADORES - Boca - Maldita de 05 de julho de 2019

Boca Maldita da edição impressa do dia 05 de julho de 2019
Publicado em: 05 de Julho de 2019

FÉRIAS PARA OS VEREADORES! Desde o dia 24 de junho, os vereadores de Cacoal estão de férias. A previsão é que eles voltem a realizar sessões ordinárias a partir da primeira segunda-feira do mês de agosto, quando voltam às atividades. Como no primeiro semestre de 2019, houve muitas confusões e barracos generalizados, muita gente espera que eles voltem mais calmos e mais produtivos aos trabalhos. Houve diversas sessões que foram encerradas sem que fosse votada nenhuma proposta e sem que houvesse nenhuma discussão de projetos de interesse da comunidade e isso causou um desgaste muito grande na câmara e os próprios vereadores perceberam isso, tanto que eles chegaram a comentar o assunto em algumas ocasiões, mas se alguma diferença acontecer no segundo semestre, vamos perceber. Mas o salário deles ficou inteirinho e nem o mais perfeito parlamentar mirim reclamou dessa parte, que é sagrada. 

DECRETO POLÊMICO. A prefeita Glaucione Rodrigues pode ter que enfrentar uma briga jurídica nos próximos dias, contra alguns dirigentes do Sindicato dos Servidores Municipais de Cacoal (SINSEMUC). O motivo da discórdia está registrado no DECRETO N. 7.225/PMC/2019. No artigo 5° do citado decreto, está escrito que os servidores municipais de Cacoal não terão direito a gozar licença prêmio, ou ter o benefício convertido em pecúnia, caso estejam exercendo mandato sindical. Em conversa com nossa equipe, um dos dirigentes do SINSEMUC, declarou que ainda não avaliou juridicamente o documento, mas que assim que fizer uma avaliação com maior precisão, vai estudar a possibilidade de acionar o poder judiciário para tomar as medidas que eventualmente forem cabíveis. Claro que muitas coisas precisam ser analisadas, mas a medida tomada pela prefeita pode causar um desgaste desnecessário, visto que dirigentes sindicais são amparados por diversas leis que estão acima do poder de legislar dos municípios. É mais um entrave que pode ajudar Cacoal andar ainda mais devagar.

ELEIÇÕES 2020. A prefeita Glaucione Rodrigues ainda não se manifestou publicamente sobre suas opiniões e decisões em relação ao ano de 2020, quando haverá eleições municipais. Ela ainda não declarou se vai disputar a reeleição ou se vai ficar de fora. Quem frequenta os bastidores políticos da cidade sabe que diversas pessoas em volta da prefeita têm se movimentado bastante. Tudo indica que a prefeita vai deixar o PMDB, sigla à qual ela se filiou em 2016, quando venceu a eleição. Poucos dias atrás, uma pessoa próxima à prefeita procurou um presidente estadual de um partido e consultou sobre a possibilidade de filiar a prefeita para que ela pudesse ser candidata pela sigla. Segundo nossa fonte, o presidente estadual do partido consultado informou que não há problema e que as conversas podem acontecer com maiores detalhes. 

ELEIÇÕES 2022. Na mesma conversa, as pessoas chegaram a cogitar o fato de a prefeita ser reeleita e ficar apenas até a metade do mandato, quando seu vice assumiria o cargo e ela renunciaria para ser candidata a deputada federal. O leitor e o eleitor podem achar que é muito cedo, mas não para as pessoas envolvidas na negociação. Claro que os partidos e pessoas não combinaram isso com o eleitor cacoalense, porque as últimas eleições mostraram que em 2020 muitas mudanças podem acontecer, quando as urnas se abrirem. Uma coisa podemos dizer, com certeza, mesmo sem saber quem serão os candidatos: a eleição de prefeito em Cacoal no ano que vem deve ser bem diferente do que aconteceu em 2016, quando a prefeita venceu com certa facilidade, mas por outro lado há quem pretendia ser candidato que diz pretender a paz ao invés de assumir um abacaxi como Glaucione assumiu, que foi tão grande que um mandato só, seria impossível descascar, principalmente por ter perdido algumas peças do próprio partido MDB, não eleitos, que em muito prometia ajudá-la, Raupp, Marinha, Maurão...

TROCA TROCA. Vale salientar que a prefeita Glaucione Rodrigues não é a única pessoa do mundo político de Cacoal que busca uma nova sigla para se abrigar em 2020. Mais da metade dos vereadores e diversas lideranças políticas da cidade correm atrás de novas siglas. Pelas informações que circulam nos bastidores, tudo nos leva a crer que cerca de sete ou oito vereadores de Cacoal devem mudar de partido e isto não será uma particularidade da Capital do Café. Com as novas regras eleitorais, onde está previsto que não haverá coligações proporcionais, a mudança de partido representa para muitos vereadores uma questão de sobrevivência. Apenas para citar um exemplo, o vereador Corazinho, presidente da Câmara de Cacoal, faz parte do PV, partido que sempre esteve ligado à prefeita. Além disso, fazem parte do MDB os vereadores Rogerinho, Pedro Rabelo e Euzébio Brizon. Com as regras de hoje, uma coligação com os quatro poderia representar a derrota de pelo menos dois deles. Mas cogita-se que a vereadora Maria Simões estaria de malas prontas para entrar no MDB. Neste caso, a situação pode complicar ainda mais para todos eles.

MÊS DE QUADRILHA. Com o final do mês de junho, certamente muitos políticos do Brasil e de Rondônia vão ficar mais aliviados. No mês de festas juninas, era muito comum ver memes, áudios de vídeos criticando os políticos e citando o fato de ser um mês em que as quadrilhas se apresentam. Diversas imagens de políticos cacoalenses circularam nas redes sociais em grupo do municípios, fazendo alusão aos políticos locais. Entre as imagens que circularam, havia até mesmo sugestões de modelos de vestidos caipiras, com inspiração em políticos. Como o nosso país, infelizmente, vive muitas inversões de valores, nos últimos anos, não é de se duvidar que alguns desses políticos gostem de ver suas caras e bocas estampadas em propagandas contrárias, porque, para muitos deles, o que mais importa é ter seus nomes divulgados, ainda que seja com a ideia de que são formadores de quadrilhas.

FAZENDO AS CONTAS. No começo desta semana, a presidência do Tribunal de Contas do Estado de Rondônia informou a todos os gestores municipais que as representações do TCE, instaladas nos municípios de Vilhena, Cacoal e Ariquemes serão fechadas. No mesmo comunicado, a Corte de Contas informou que as atividades do órgão não serão prejudicadas e que o TCE vai continuar fiscalizando as contas dos municípios. Neste caso, informou ainda o TCE, a finalidade é evitar gastos desnecessários com a manutenção das sedes regionais. É importante salientar que os servidores que atuavam nas sedes que serão fechadas vão continuar nos quadros do TCE. Assim, parece mais fácil imaginar que a economia será muito pequena. Talvez o contribuinte nos diversos municípios tenha que gastar mais com o aumento de diárias nas câmaras de vereadores porque os edis vão viajar mais vezes para visitar o TCE na capital do estado. Basta lembrar que na sede do TCE em Cacoal eram atendidos todos os municípios da Zona da Mata. Com certeza, se alguém fizer as contas vai ver que mudou pouca coisa ou nada. 
OS AGROTÓXICOS. Esta semana, todas as instituições de Cacoal foram convidadas para participar de um importante seminário que aconteceu nas dependências da UNESC. O evento era voltado para prestar esclarecimentos relacionados com os diversos produtos agrotóxicos que foram liberados pelo governo para a aplicação em produtos animais e vegetais no setor da agroindústria do país. A liberação dos produtos causou muita polêmica, porque mexe com um setor importante da economia e possui relação muito próxima com a situação de saúde pública. Muitos políticos e autoridades nacionais têm se manifestado publicamente sobre o assunto, mas os representantes do setor argumentam que a produção precisa aumentar. A situação realmente é muito delicada e não se sabe ao certo quais as reais dimensões. 

AINDA SOBRE O ARRAIAL NA PRAÇA... No Arraial da Praça, nos dias 29 e 30 de junho, realizado pela prefeitura de Cacoal, em parceria com outras instituições, diversas escolas estaduais e municipais e pessoas que atuam no campo das artes foram convidadas para apresentar produtos no evento. A participação da população foi muito positiva como pode ser constatado nos registros que foram feitos na ocasião. A parte chata da coisa ficou por conta de um grande número de políticos que circularam no local abraçando pessoas e tentando a aproximação que já é muito comum em anos que antecedem eleições.

 

O DR. CARLOS ALBERTO BIAZI, nascido em Cianorte-Pr,  chegou em Cacoal em Janeiro de 1984, advogado, casado com Vera Lúcia Bento Biazi (Dentista), pai da Ana Cláudia Bento Biazi, formanda em Medicina pela Facimed, e Filipe Bento Biazi, médico, residente em Vilhena, que é filho do  Mateus Biazi e Aidê Eugênio Biazi (in memoriam), que afirma que sua  família sempre teve participação ativa na vida pública e política sendo que seu pai foi três vezes vereador em Cianorte, seu irmão mais velho Paulo, uma vez, também em Cianorte, ele, um mandado em Cacoal, inclusive sendo relator da lei orgânica do município e presidente da Câmara 1991/92. Diz que a família toda é  palmeirense convicta e afirma:  “Temos Cacoal a cidade de coração, e em razão disso, torcemos para que a cidade prospere, cresça e seja respeitada por todos e vejo que a administração pública local precisa atuar de forma mais incisiva na solução dos problemas, para que a população que aqui decidiu viver tenha uma qualidade de vida melhor”. Carlos Alberto Biazzi, sempre leu e continua lendo TRIBUNA POPULAR e www.tribunapopular.com.br.



Fonte: Redação
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