Boca Maldita
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Coluna

Boca Maldita de 01 de março de 2019

Boca Maldita de 01 de março de 2019
Publicado em: 01 de Março de 2019

BLOCOS DA PREVIDÊNCIA. Tudo indica que,  após o carnaval, haverá uma mobilização de trabalhadores de todas as categorias profissionais do Brasil. O projeto de reforma da previdência encaminhado pelo governo ao Congresso Nacional contém pontos muito polêmicos e que deixaram os trabalhadores indignados. Diversos partidos já reuniram suas bancadas e avisaram ao governo que não aprovam a reforma,  se não forem feitas algumas alterações. O governo propõe,  por exemplo, aumentar o tempo de contribuição dos trabalhadores rurais de 15 para 20 anos. No caso dos professores, a proposta do governo é mudar de 25 para 40 anos o tempo de serviço em sala de aula. O texto de reforma da previdência deixou a clara impressão de que os professores e os trabalhadores rurais são os culpados pela corrupção na previdência e pelas desigualdades sociais do país. Então, após os desfiles na Sapucaí e Brasil a fora, com certeza, os trabalhadores vão colocar o bloco na rua para brigar pelos seus direitos; enquanto o governo vai colocar seu bloco nos bastidores dos gabinetes do país.

CONHECEREIS A VERDADE. O presidente Jair Bolsonaro adotou,  muito antes da eleição, um trecho da Bíblia onde está escrito "conhecereis a verdade e a verdade vos libertará". Em todos os eventos de campanha ele usava essa frase. Estranhamente, depois da posse, ele nunca mais usou a frase. Antes de ser presidente, Bolsonaro votou contra todos os projetos de reforma da previdência apresentados pelo governo. Ele dizia que a idade de 65 anos para aposentaria era um absurdo, uma coisa covarde e um crime. Quando Michael Temer apresentou a proposta de 65, Jair Bolsonaro gravou vários vídeos que circulam até hoje. Se o projeto apresentado pelo atual governo for aprovado, dificilmente algum servidor público irá se aposentar com menos de 80 anos. Com certeza, muita gente não terá mais tempo de se libertar,  após conhecer as verdades do projeto de reforma idealizado pela equipe de Bolsonaro. 

AJUDA HUMANITÁRIA. Depois que o governo americano e alguns de seus aliados resolveram atacar a Venezuela, tudo leva a crer que a América do Sul não será mais como antes. A alegação de que querem “libertar” o povo venezuelano e promover a paz e a harmonia no país convence apenas as pessoas que não percebem as movimentações do imperialismo pelo mundo. Se Cacoal tivesse o privilégio e a possibilidade de produzir quase 300 bilhões de barris de petróleo, essa “ajuda humanitária” que o governo americano quer dar para a Venezuela seria dada para os cacoalenses. Todo mundo sabe que os Estados Unidos não têm nenhum outro interesse que não seja tomar posse das riquezas petrolíferas da Venezuela. E alguns líderes de países como o Brasil e a Colômbia sabem disso, porém querem servir de peões para as conquistas americanas. 

ACORDES DA DISCÓRDIA. No começo desta semana, uma grande polêmica tomou conta do noticiário nacional e das redes. O motivo foi uma carta que o ministro da educação,  Ricardo Velez,  encaminhou para todas as escolas,  determinando que os diretores filmem os alunos cantando o hino nacional. Não há nenhum mal no fato de executar o hino uma vez por semana nas escolas e, na verdade, praticamente todas as escolas já fazem isso. Quanto à imagem das crianças, o artigo 17 do Estatuto da Criança e Adolescente é muito claro: não pode filmar as crianças e adolescentes. Sobre a filmagem, o ministro já admitiu que foi um erro grave e pediu desculpas. 

MILITARIZAÇÃO DAS ESCOLAS. O estado de Rondônia vai precisar realizar um amplo debate sobre vários setores da administração e da economia. Mas estes não são os únicos problemas. A possibilidade de militarizar algumas escolas do estado tem sido um tema de grandes debates. Vale salientar que esse assunto precisa ser debatido com todas as pessoas envolvidas,  alunos, pais de alunos, profissionais da educação e todas as instituições organizadas, além dos órgãos como Conselho Estadual de Educação e Ministério Público. Quem sabe, com a militarização, o professor será autoridade e não o aluno...  

RODÍZIO CACOALENSE. O vereador Pedro Rabelo fez um pronunciamento muito interessante, na última segunda-feira, que merece uma reflexão especial. Ele informou que o município tem cerca de 15 secretarias,  incluídas as autarquias e fundações e que as trocas de cargos nesses setores foram muito intensas, nos últimos dois anos. Segundo o levantamento feito pelo vereador, a prefeita já promoveu 43 mudanças no primeiro escalão do município, o que representa um número considerável de mudanças. Ainda segundo ele, as únicas secretarias onde não houve mudança do titular foram Ação Social, Meio Ambiente e Esporte. Essas constantes mudanças podem estar entre os fatores que explicam a falta de eficiência da administração, em diversas situações. Entretanto, a permanência no cargo também não é sinônimo de eficiência. Basta lembrar que os problemas causados pela falta de coleta de lixo,  sob a responsabilidade da Secretaria de Meio Ambiente, estão entre os grandes problemas da administração.

SECRETÁRIO IMPORTADO. Já que o assunto é a constante troca de secretários municipais em Cacoal, a pasta da saúde tem sido objeto de uma discussão muito grande, gerada pela indicação de um nome do município de Rolim de Moura para assumir a função de titular. Nas redes sociais, algumas pessoas comentaram sobre o fato e chegaram a especular que a indicação do novo secretário de saúde de Cacoal teria como madrinha a deputada federal Jaqueline Cassol (PP). Entretanto, em contato que tivemos com ela, a deputada progressista deixou bem claro que não tem nenhuma intenção de fazer indicações de cargos no município e nos informou que seu mandato estará vinculado à população cacoalense e não a interferências na administração. Quem conhece de perto o perfil da deputada Jaqueline Cassol sabe que ela não tem nada a ver com a indicação de secretários municipais de Cacoal, mesmo porque ela não teve nenhum tipo de contato ou acordo com a prefeita durante a campanha. Todo mundo sabe que a prefeita Glaucione tem seu grupo político e que defendeu a candidatura do ex-deputado Nilton Capixaba. Claro que isso não impedirá Jaqueline de defender as demandas de Cacoal, mas não faz sentido pensar que ela indicaria nomes para a administração. 

FAIXAS ELEVADAS. Desde a semana passada, a prefeita Glaucione Rodrigues tem sido alvo de duras criticas da população, em virtude de ter anunciado a construção de 19 faixas elevadas no município. O grande problema reside no fato de que muitas pessoas, entre elas os vereadores Jabá Moreira, Claudinei Ribeiro e Pedro Rabelo, foram atrás de saber por que o mesmo serviço tinha sido realizado por preços bem menores em municípios vizinhos ou até mesmo em Cacoal, em obras realizadas pela iniciativa privada. O valor constante nos serviços que seriam realizados em Cacoal ultrapassa os 430 mil reais, o que resultaria no preço unitário superior a 20 mil reais por faixa. Obras semelhantes foram construídas por valores muito inferiores, sendo informações dos vereadores. No município de Ji-Paraná, conforme disse um dos vereadores, o preço de cada faixa do modelo que seria feito em Cacoal custa em média 9 reais, enquanto a faixa colocada na frente do Shopping Cacoal, do mesmo modelo, seria menos de 4 mil. Após as inúmeras críticas, a prefeita suspendeu a execução das obras e vai analisar que medidas podem ser tomadas. Tem gente que afirma que com a tal de licitação, não se criou uma forma de economizar mas de gastar muito mais e não vamos explicar aqui o motivo...

FURA-FILA 2020. Algumas informações que circulam nos bastidores políticos de Cacoal mostram que pelo menos dois ou três vereadores da Capital do Café estão se movimentando para organizar o esquema de fura-fila no atendimento do Hospital Regional. Esse esquema funciona quando políticos usam artimanhas para colocar na fila de atendimento apenas pacientes do interesse deles, com a finalidade de fazer favores políticos para conquistar cabos eleitorais. Como haverá eleições municipais no próximo ano, alguns vereadores estariam se organizando para implantar o esquema, em busca da reeleição. As autoridades precisam estar de olhos abertos, porque muitas pessoas são prejudicadas, quando o sistema de fura-fila é praticado em unidades de saúde e a ultima eleição foi um exemplo de que a malandragem existe. 

PEDAGOGIA DA TEIMOSIA. As famílias que vivem nas linhas rurais em Ministro Andreazza estão desesperadas com a situação escolar de seus filhos. O problema é que a Secretária Municipal de Educação decidiu que os ônibus que transportam os alunos irão circular apenas nos horários que são convenientes para a Prefeitura e que as atividades rurais das famílias não é prioridade. Dezenas de pais de alunos já estiveram na secretaria para tentar mudar a situação, mas a secretária está irredutível. Em recente reunião com alguns pais, ela informou que está agindo desta maneira porque a lei tem que ser aplicada. Enquanto a secretária de educação brinca de atender as famílias rurais, centenas de alunos podem ser prejudicados, pela falta de planejamento e organização. Talvez tenha chegado a hora de o Ministério Público visitar as linhas de Ministro Andreazza ou então os prejuízos na formação dos alunos serão muito grandes.

ELEIÇÕES 2020. Ainda faltam muitos meses para as convenções que definirão os nomes que vão disputar a sucessão da prefeita Glaucione Rodrigues, mas diversos pretendentes ao cargo tem se movimentado muito nos bastidores políticos da cidade. No último final de semana, diversas lideranças foram flagradas em pequenas reuniões tratando do assunto. Assim, alguns nomes surgem na discussão. Pelas informações que circulam nas rodas de política, entre os possíveis prefeitáveis estariam nomes como Luís Paulo, (esposo da deputada Jaqueline Cassol), Paulo Sityá (ex-comandante da PM em Cacoal), Paulo Duarte (vereador), Claudemar Littig (vereador), João Paulo Pichek (setor imobiliário), Dr. Marco Aurélio Vasquez (ex-diretor do Hospital Regional), além da própria prefeita. E tem mais nomes por ai. Há uma grande possibilidade de vários desses nomes se organizarem em torno de um só, o que dificultaria muito a possibilidade de reeleição da prefeita. Claro que outros nomes podem surgir e alguns podem sair da lista, mas, estaremos atentos para informar nosso leitor.

 

O Sargento Roberto Pedro da Silva, na PM desde 1991, esposo da Conceição Aparecida Soares Silva (Farmácia Popular), pai do Gabriel e do Lucas, avô da Amabile e do Davi, e que na década de 1980 era escritor assíduo da coluna Cantinho Literário neste jornal, sempre LÊ TRIBUNA POPULAR.



Fonte: Redação
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