Boca Maldita
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Coluna

Boca Maldita - 09 de novembro de 2022

Boca Maldita - 09 de novembro de 2022
Publicado em: 23 de Novembro de 2018

PARABÉNS, CACOAL!!! Nesta segunda-feira, 26 de novembro, o município de Cacoal completa 41 anos de emancipação política e administrativa. Assim, é importante citar que a história do município se confunde com a população, visto que há um número significativo de pioneiros que habitam a cidade e que sentem imenso orgulho de Cacoal. Logicamente que não podemos imaginar que todo o sucesso da cidade deve-se apenas às pessoas que chegaram na primeira metade da década de 70. Claro que essas pessoas têm seu valor e têm sua história, que jamais poderão ser desprezadas. Mas há também um grande número de pessoas que chegaram um pouco depois e que deram contribuições indiscutíveis, em todas as áreas. Atualmente Cacoal é um dos principais municípios de Rondônia e esta história precisa ter seguimento. Assim, é muito importante que esse amor à cidade e esse pioneirismo sejam praticados em favor do desenvolvimento de Cacoal, porque Cacoal precisa encontrar novamente o caminho do desenvolvimento. Queremos de volta a Capital do Café! Aquela pujança! Para isso, precisamos uma forte força política e não a  mediocridade como certos nomes que querem comandar em Cacoal mais do que a  prefeita!!!

PRIMEIRO ESCALÃO. As discussões têm sido muito intensas, sobre os possíveis nomes que vão compor o governo do coronel Marcos Rocha, a partir de janeiro. Até o momento surgiram apenas especulações e citações de um ou de outro nome, porém o candidato eleito não se manifestou publicamente sobre o assunto. Este silêncio sepulcral não significa que o novo governador esteja calado e sem buscar nomes. Lógico que não! Ele tem feito muitas reuniões e tem conversado com muitas pessoas, sempre na condição de guardar segredos das conversas. Essa estratégia pode ser boa para preservar eventuais componentes do novo governo de possíveis desgastes na mídia, mas também podem contribuir para fazer com que o coronel deixe de enxergar uma ou outra informação que poderia ser determinante para evitar a nomeação de uma pessoa com problemas ou para evitar a nomeação de uma pessoa qualificada, mas que não foi devidamente avaliada. Mesmo que muita gente não goste, este é o estilo adotado pelo candidato eleito e precisa ser compreendido. Esperamos que esta estratégia seja positiva para resolver os milhares de problemas que Rondônia tem e que precisam de soluções urgentemente.

RENOVAÇÃO DE CADASTRO. A tese de renovação e de fazer uma nova polícia em Rondônia pode não se concretizar, depois das turbulentas eleições de outubro e novembro deste ano, já que as velhas práticas continuam contagiando diversos políticos eleitos com discurso de renovação.  Entre alguns dos novos deputados eleitos já está em curso uma intensa negociação com o objetivo de montar aquelas empresas criadas para ganhar dinheiro e que possuem, por trás, deputados que garantem as negociações com o governo. O povo precisa ficar esperto, porque, na realidade, o que está em fase de renovação é o cadastro de algumas empresas cujos padrinhos são deputados para continuar a velha política. É claro que isto não se aplica a todos os eleitos, mas as reuniões durante as madrugadas e finais de semanas em sítios estão intensas. É preciso lembrar ainda que talvez o novo governador ainda não tenha conhecimento de tais negociações e certamente nem vai aceitar isso em seu governo, uma vez que ele prometeu rigor e transparência. Vamos esperar...

BARULHO DE CARRIOLA. Ninguém entendeu muito bem a ideia pregada por diversos políticos, quando convidaram a população para ir até o aeroporto de Cacoal receber o governador do estado e o ex-presidente da Câmara e Diretor do DER, Carlos Katatal, sob a alegação de que haveria uma reunião para discutir os problemas ocorridos com o fechamento da rodovia federal BR 364. Todo mundo sabe que esta rodovia é administrada pelo governo federal e que nenhuma autoridade estadual tem qualquer influência sobre o assunto. A maior prova de que nada seria resolvido com as palmas que o povo bateu no aeroporto é que na “comitiva” estava o chefe substituto do DNIT em Rondônia, que certamente veio a Cacoal apenas para cumprir a liturgia de atender ao convite do governador. Um problema tão sério como o fechamento de BR 364 precisa ser discutido com as autoridades federais, senadores, deputados federais e o Superintendente Regional do DNIT. Qualquer outra situação não passa de especulação política e tentativa de fazer filho na mulher alheia. Se continuar assim, dificilmente teremos uma solução para os problemas. E foi tão sem sentido a reunião que o governador deve estar viajando a Brasília e lá sim, pode vir a solução.

GUERRA JURÍDICA. A situação do deputado Nilton Capixaba não está muito boa juridicamente. Embora sua defesa trabalhe para que ele tenha o direito de sair durante os dias para exercer o mandato, a Procuradora Geral da República entende que o deputado não pode ter o direito de exercer o mandato, porque ele não estaria sendo punido pelo crime que ocasionou sua condenação. Em outra palavras, a PGR defende a tese de que um deputado condenado por acusação de corrupção não estaria pagando a pena, caso tivesse o direito de sair para exercer o mandato, uma vez que a punição não estaria surtindo os efeitos pedagógicos para os quais ela foi instituída. A Procuradoria Geral da República exige que o deputado cumpra a punição e que não tenha o benefício do mandato, porque ainda que tenha sido eleito, segundo a PGR, não possui os atributos legais para assumir o mandato, em virtude da condenação e das circunstâncias em que isto aconteceu. O deputado foi acusado pelo Ministério Público de usar o mandato para participar de um esquema de propinas na chamada “Máfia das Sanguessugas”.

SAÚDE IDEOLÓGICA. Muitas pessoas ainda não perceberam, mas a saída dos médicos cubanos do Programa Mais Médicos vai causar um transtorno tão grande na saúde pública do Brasil, que os resultados infelizmente poderão contabilizar diversas mortes que a mídia dificilmente vai registrar. Os brasileiros menos informados foram levados inocentemente a acreditar que temos que estabelecer uma briga ideológica com Cuba e expulsar todos os profissionais que atendem as populações mais carentes e menos privilegiadas do Brasil. O problema é que as coisas não são bem assim. Os brasileiros precisam perceber que não há médicos no país que sejam suficientes para atender a população. E não se trata de faltar médicos. Não faltam médicos no país. Mas muitos médicos brasileiros, inclusive aqueles que criticam e condenam o programa “Mais Médicos”, não aceitam trabalhar em milhares de cidades e localidades do Brasil, distante dos grandes centros, mesmo recebendo os 100% do valor pago em nome de cada médico cubano.

USINA DE ASFALTO. A história da usina de asfalto em Cacoal parece não ter fim.  Todas as vezes em que alguém comenta sobre buracos nas ruas, fato que se tornou muito corriqueiro em nossa cidade, vem à baila a história da usina.  A verdade é que a usina entrou para o folclore político de Cacoal. É claro que a usina vai sair, os buracos serão tapados, porém os buracos na rua podem comprometer até mesmo as relações entre o Executivo e Legislativo. Há quem diga que as relações da prefeita com sua base podem ser abaladas por crateras políticas gigantescas resultantes dos buracos nas ruas. Alguns dos vereadores mais ligados à administração já passaram a negar que fazem parte da base de apoio da prefeita, em virtude de não terem seus “ofícios” atendidos. Na verdade, estamos diante de uma situação bem emblemática, porque a única coisa que os vereadores têm feito é enviar “ofícios” pedindo para a prefeitura tapar buracos. Na prática, quando a usina começar a funcionar e quando a secretaria de obras tiver um calendário de ações, os vereadores perderão sua função, porque eles demonstram não saber fazer outra coisa. O negócio deles são os buracos porque parece que Cacoal não tem outros problemas! Mas logo eles passarão a falar que o gasto com combustível para trazer a massa asfáltica pronta é enorme, afinal, muita agente não entende até hoje o motivo da usina ser implantada tão longe da cidade....

CONSELHO MUNICIPAL DE SAÚDE. Esta semana, o Conselho Municipal de Saúde de Cacoal teve uma agenda extensa de deliberações e algumas delas geraram muita polêmica. Entre os temas discutidos pelo CMS estava a possibilidade de fazer o remanejamento de recursos que tinham outras finalidades para ajudar no fechamento da Folha de Pagamento do final de ano, o que tornou-se conflitante. Diversos conselheiros afirmam que alguns desses recursos foram disponibilizados para a aquisição de medicamento e que a administração não teve a capacidade de fazer os procedimentos legais para comprar os medicamentos. Outros conselheiros defendem a ideia de que realmente os recursos não foram utilizados como deveriam e para as finalidades previstas, mas que podem ajudar a complementar a folha de pagamento dos servidores. Mas não podemos esquecer que os setores da saúde pública não podem deixar de atender a população e a não utilização desses recursos em suas finalidades originais revela falta de atendimento à população. A prefeita Glaucione Rodrigues precisa cobrar de seus assessores que tenham mais zelo pelos poucos recursos que o município recebe.

BURACOS LEGISLATIVOS. O processo político eleitoral de 2020 ainda não começou, oficialmente, mas o clima da campanha nacional estimulou a continuidade da disputa municipal. Diversos pré-candidatos ao legislativo municipal já se movimentam e organizam seus nomes para a disputa por uma vaga na vereança. A discussão gira em torno de “mudar” a atual composição. Entretanto, precisamos fazer uma ampla discussão sobre essa teoria de “mudança”, porque muitos candidatos que disputaram a eleição em 2016, e que hoje fazem parte da Câmara de Cacoal, falavam em mudança. Não existe mudança em ser eleito e passar a fazer a mesma coisa que era criticada antes; não existe mudança em trocar cargos por apoio à administração; não existe mudança em enviar ofícios pedindo que a prefeitura mande tapar buracos de ruas. Uma administração e uma câmara que discutem buracos de ruas representam o atraso. Isto não quer dizer que os buracos não devem ser tapados. É claro que devem! O problema é que um município do tamanho de Cacoal e da importância de Cacoal deveria discutir a geração de empregos, a modernização da cidade e novas formas de administrar os recursos públicos. Discutir buracos é coisa de quem pensa pequeno. E tem um cidadão por aqui dizendo que o cerebro de nossos vereadores tem mais buraco do que queijo suíço. Para tirar sua duvida, vá segunda-feira ver a sessão da Câmara para conferir se ele tem razão ou não. A sessão começa às 18:30. Vá logo, porque logo, logo, estarão em merecido recesso parlamentar.

 

O BONIFÁCIO FERNANDES é um velho amigo aqui da casa, homem que percorre o Brasil com sua carreta, que gosta de um bom churrasco que igual, não há outro para preparar;   que curte seus netinhos Matheus, Maria Clara e Lucas;  o paizão do Henrique e da Patrícia e esposo da professora Carmem, quando encontra-se em Cacoal, como “assinante perpétuo”,  se o jornal não vai até ele, ele vem até o jornal. Portanto, o Bonifácio continua lendo TRIBUNA POPULAR. 



Fonte: Redação
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