Boca Maldita
Boca Maldita

Coluna

VIAS DE FATO NA CÂMARA DE CACOAL - Coluna Boca Maldita

Publicado em: 07 de Junho de 2019

ÉRAMOS TODOS JOVENS. A Rádio Antena Hits colocou em sua programação um quadro que realmente merece destaque. A atração faz parte do conteúdo do programa Éramos Todos Jovens. No citado quadro, os apresentadores Kakaw Fernandes e Lúcio Lacerda relembram e comentam fatos da história do Brasil, ocorridos décadas atrás e que marcam a história da nação. Como eles apresentam dados bem fundamentados, é muito importante a população acompanhar, especialmente os estudantes que se preparam para os exames do ENEM. Mesmo aqueles que não estão inscritos em provas ou que não estudam mais poderiam acompanhar, pois é uma oportunidade de atualizar as informações e ouvir boas músicas que fazem parte da seleção musical executada pelos apresentadores. 

PORCO NO TACHO. No próximo dia 15 de junho, nas dependências da Guarda Mirim de Cacoal, haverá mais um tradicional evento denominado Porco no Tacho. A atividade tem como finalidade angariar recursos para manter os trabalhos desenvolvidos pela Guarda Mirim, entidade responsável pela formação de muitos cacoalenses. Na realidade, a Guarda Mirim já contou com apoios mais significativos em tempos passados, mas nos últimos anos tem enfrentado problemas sérios. É importante ressaltar que as pessoas que administram os trabalhos fazem isto como forma de contribuir com a cidade e não são remuneradas para tais atividades. Assim, é muito importante que as instituições públicas ajudem, porque as atividades da Guarda Mirim, na prática, substituem ações que deveriam ser do Poder Público. Algumas vezes, surgem apoios aqui ou ali, mas não há uma política voltada para atender as necessidades das crianças que são atendidas na instituição. Talvez essa seja a maior razão pela qual a população precisa apoiar todos os eventos que acontecem no local. Que pena que deve ser assim para poder sobrevier...

REGULAÇÃO BUROCRÁTICA. Na sessão ordinária da Câmara Municipal de Cacoal ocorrida no começo desta semana, o vereador Claudinei Ribeiro, o  Castelinho, chamou a atenção para um problema sério que está sendo enfrentado por dezenas de moradores de Cacoal.  Segundo o vereador, a carência de profissionais dificulta tanto o atendimento no Hospital Heuro, que muitas pessoas estão viajando para outros municípios da região com a finalidade de serem encaminhadas para o Hospital Regional de Cacoal. Isto, segundo Castelinho, acontece porque atualmente o trâmite de atendimento é muito mais eficiente, se o paciente vier de outros municípios para Cacoal, onde fica o Hospital Regional. Vale lembrar que o município de Cacoal praticamente conta apenas com os postinhos de saúde que atuam na saúde básica e não há na cidade uma unidade hospitalar que possa atuar no encaminhamento de pacientes do município ao Hospital Regional. A denúncia levada a público pelo vereador é muito grave e precisa ser investigada pelos órgãos competentes, porque a população já sofre muito.

AMENIDADES E BABOSEIRAS.  Computando o tempo utilizado pelos vereadores cacoalenses que usam a tribuna nas sessões ordinárias, é fácil constatar que eles utilizam sete ou oito dos dez minutos a que têm direito para falar de problemas pessoais. O restante do tempo é usado para falar de amenidades totalmente alheias à atribuição dos edis ou para falar de buracos, que são um assunto eterno na cidade. Resumindo, os grandes problemas da cidade são discutidos com mais seriedade nas rodas de conversa em botecos ou cafezinhos da cidade. Que situação!!! Que triste existência!

PARADA OU REGREDINDO. Recentemente, em uma roda de conversa onde o assunto mais frequente é a política, uma intensa discussão foi travada entre diversas pessoas. A questão principal era saber se a cidade está parada ou se regrediu nos últimos dois ou três anos. As opiniões são muito desencontradas, mas realmente é preciso refletir sobre o tema. Um  senhor com boa experiência de vida afirmou que basta verificar quantos empregos foram gerados e quantas demissões ocorreram,  para ter uma breve noção. Alguma coisa precisa ser feita para a cidade recuperar sua imagem de cidade promissora, se bem que não é só em Cacoal, que se percebem portas de comércios fechadas, plaquinhas de aluga-se...

SESSÃO SINTOMÁTICA. As discussões ocorridas em todos os lugares da cidade, sobre a falta de ações eficazes podem até conter algum excesso, porém não devem ser totalmente ignoradas. Na última sessão da Câmara Municipal de Cacoal nenhum projeto foi apresentado ou discutido e a coisa mais relevante que aconteceu foram as costumeiras e intermináveis discussões pessoais protagonizadas por diversos membros do Legislativo. Se não há projetos em discussão na Casa, então realmente alguma coisa diferente precisa acontecer, porque está bem clara a inércia dos poderes municipais. Está tão sem sentido que tem amigos que dizem não trocar os rachas de futebol para ir lá e ver aquilo. Nos rachas ele cuida da saúde, lá ele passa raiva.  

VIAS DE FATOS. Todas as pessoas que acompanham as sessões da Câmara de Cacoal já previam que mais cedo ou mais tarde algum problema maior aconteceria. Aconteceu. Na última terça - feira  ocorreu uma grande confusão entre os vereadores Mário Moreira Jabá e Rogério Chagas, o Rogerinho do Regional. O tumulto culminou com agressões físicas e o vereador Jabá Moreira acabou na Delegacia de Polícia onde registrou ocorrência, alegando que foi atacado violentamente pelos irmãos Chagas. A coluna não defende nenhuma das partes, mas ninguém pode negar que as coisas passaram do limite. Caso nenhuma medida seja tomada, fatos mais graves podem acontecer e a população cacoalense não merece esta imagem. 

QUEBRA DE DECORO. Com relação aos fatos ocorridos dentro da Casa de Leis, há uma unanimidade: os fatos não podem ser negados, ainda que seja difícil indicar culpados ou inocentes. Assim,  a Mesa Diretora da Casa e a Comissão de Ética não poderão se omitir. É necessário, e uma obrigação dos vereadores, que tudo seja devidamente apurado. Neste caso, nenhum dos membros pode se omitir. Aliás, caso haja omissão na apuração dos fatos, a situação pode ganhar proporções muito maiores,  o que não pode ser permitido. Se nada acontecer, todos os vereadores estarão cometendo, no mínimo, o crime de improbidade administrativa.  E olha que é comum ver os vereadores não envolvidos ficarem calados, sem intervir para que parem com as brigas e tudo corre solto, parecendo que esperam para conferir que será o vencedor do embate. Enquanto isso, Cacoal está ficando com fama negativa em Porto Velho, Vilhena e em todos os demais municípios.

POLÊMICA À VISTA. Nos últimos dias, começou um intenso debate nas redes sociais, acerca de uma homenagem que se pretende fazer ao professor Ismael Cury, falecido no ultimo dia 31. A questão é que um grupo de pessoas defende que o nome dele seja colocado no aeroporto de Cacoal; outra parte defende que ele realmente merece ser homenageado pela sua história e pioneirismo na cidade. Assim, os dois grupos estão com razão, quando a intenção é merecer a homenagem. O problema é que o professor Ismael Cury era muito maior que essa discussão e é muito mais inteligente que ele seja respeitado por sua história. Quem sabe, em uma discussão mais ampla, é possível surgir uma ideia melhor e que seja consensual. A memória do professor Cury, com aeroporto ou sem aeroporto, merece respeito. Pelas informações que temos, a decisão de fazer a homenagem pela Assembleia Legislativa foi uma sugestão do ex-senador Ivo Cassol, que conheceu de perto como governador, o quanto a COPAHRC – Comissão Pró-Aeroporto e Hospital Regional de Cacoal, criada por Cury, interferiu para que os dois empreendimentos se tornassem realidade. Lembramos que num pronunciamento, diante dos membros da COPAHRC que representavam os mais variados segmentos sociais, claro, com Cury junto,  lá na obra do aeroporto, Cassol sugeria que cada município criasse uma comissão semelhante para fiscalizar suas obras. Frisamos que no projeto do deputado Cirone, não vai abolir o nome atual, permanece Aeroporto Capital do Café e se acrescenta - professor Ismael Cury.

 

A SARGENTO da PM, Carliane da Penha Lima, esposa do Sargento PM Alberto, mãe da Pâmela e do Gabriel, filha do Parmênio e da Zenilda, policial militar desde 2002, também lê TRIBUNA POPULAR!



Fonte: Redação
Publicidade
Publicidade
Publicidade
Publicidade
Publicidade
Publicidade
Publicidade

Mais de Boca Maldita