Boca Maldita
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Coluna

Boca Maldita - 07 de dezembro de 2018

Boca Maldita - 07 de dezembro de 2018
Publicado em: 07 de Dezembro de 2018

GOVERNO E CONGRESSO. O presidente eleito, Jair Messias Bolsonaro, prometeu em campanha que seu governo seria diferente dos anteriores, porque ele não aceitaria negociar cargos com partidos ou grupos políticos para ter apoio no Congresso Nacional. Depois que terminaram as eleições, ele realmente parecia não adotar a teoria de agradar partidos para ter apoio, mas a situação parece que começou mudar. Depois de receber duras críticas de lideres políticos, o presidente agendou reuniões com diversos partidos para conversar sobre apoio a partir de janeiro. Esta semana, Bolsonaro já se reuniu com deputados do MDB, PRB e PR e deixou claro para os congressistas que vai avaliar a possibilidade de abrir espaços nos cargos de segundo escalão para atender os pedidos de  deputados e senadores. Ao que tudo indica, a promessa de não ceder cargos já não tem a mesma força do período de campanha. Jair Bolsonaro, porém, está no cargo de deputado há 28 anos e sabe que a moeda de troca de apoio ao governo utilizada sempre foram os cargos. Governos anteriores e o atual para governar, tiveram que ceder, foi Lula, foi Dilma, Temer  e  tudo virou o que virou. Collor parecia não querer ceder, seria o caçador de marajás e deu no que deu. Tudo pode ser questão de tempo.

MAGNO MALTA MAGOADO. O senador Magno Malta, um dos mais conhecidos cabos eleitorais de Jair Bolsonaro, pode ficar de fora do governo, embora ele tenha declarado várias vezes que seria ministro. O problema é que diversos políticos do grupo próximo ao presidente eleito não aceitam a ideia de ver o senador capixaba no poder. Magno Malta é acusado, por aliados de Bolsonaro, de ter mandado dar uma surra em um cobrador de ônibus, até o homem declarar que tinha abusado da neta. Após os exames ficou comprovado que tais abusos nunca aconteceram. Em consequência do espancamento, o homem ficou cego e ninguém deu nenhuma assistência. Como Magno Malta queria ser ministro de uma pasta na área social, aliados do presidente acreditam que fatos como este podem complicar muito a imagem do governo. Até o pastor Silas Malafaia já pediu ao presidente eleito para garantir um emprego ao senador Magno Malta, que foi derrotado nas urnas, mas até agora nada garantido. Entre os desafetos que Malta tem no grupo do governo, está o vice-presidente Hamilton Mourão.

ONYX NA BERLINDA. O deputado Onyx Lorenzoni, homem forte escolhido pelo presidente eleito, Jair Bolsonaro, para ser seu articulador político no congresso parece que vai assumir o cargo de Ministro Chefe da Casa Civil já sem a força que imaginava. Onyx Lorenzoni foi denunciado por empresários presos nas investigações da Operação Lava Jato e foi acusado de ter recebido propina das empresas investigadas. Caso as ações no STF, contra o braço direito de Bolsonaro ganhem maior publicidade, o homem que seria o mais forte do novo governo já entrará fragilizado. Em recente entrevista que concedeu à imprensa, o ex-juiz Sérgio Moro, hoje colega de Lorenzoni, na condição de estar entre os indicados para serem ministros, declarou que Onyx Lorenzoni já havia pedido desculpas, em relação à acusação de receber propina e que estava tudo bem. Porém, a situação pode ficar complicada para o deputado e amigo de Sérgio Moro. Caso os investigadores apresentem alguma prova mais robusta sobre o envolvimento do deputado Lorenzoni com o esquema de propina, certamente o governo terá que tomar uma decisão sobre o caso e  Bolsonaro ja disse que se comprovado envolvimento, Onix estará fora do Governo. 

NÚMERO DE MINISTÉRIOS. A aparente blindagem que parece ter sido instalada para proteger a imagem do presidente eleito pode ser apenas ilusão de ótica. Caso o capitão Bolsonaro não tome as rédeas do seu governo nos primeiros dias de janeiro, os problemas serão inevitáveis. Para citar alguns fatos que podem gerar grande fragilidade no novo governo, basta lembrar que o então candidato Jair Bolsonaro dizia durante toda a campanha que se ele “chegasse lá”, o número atual de ministérios seria reduzido a 15 pastas, ou seja, a metade do que tem atualmente. Após o resultado das eleições e muitas pressões nos bastidores, o número de ministérios de Bolsonaro já está em 22 e pode chegar a 23 nos próximos dias. Alguns ministérios, como o Ministério da Família, anunciado pelo presidente eleito, têm mais a finalidade de agradar grupos de campanha do que propriamente atender às demandas do país, coisa que já se viu em outros governos. Além dessa situação, os dois nomes considerados como esteios do governo estão sob investigação e podem cair a qualquer momento. Paulo Guedes, chamado de Posto Ipiranga pelo presidente eleito e Onyx Lorenzoni, acusado de ter feito caixa 2 de campanha com dinheiro de empresas investigadas. Estes dois fatos seriam um prato cheio para a oposição ganhar corpo no começo do ano.

DIÁRIAS DA DISCÓRDIA. Esta semana, mais uma vez, a Câmara de Cacoal foi destaque na mídia estadual e municipal. Diversos portais eletrônicos do estado divulgaram matérias mostrando os gastos astronômicos dos vereadores com o recebimento de diárias, benefícios que deve ser pago aos vereadores que se deslocam para resolver problemas que não podem ser resolvidos por telefone. Agora, com o advento de outras formas de comunicação, não há mesmo necessidade de tantas viagens. Ao usar o argumento de que usaram diárias para buscar recursos, os vereadores que adotam tal tese deixam em situação muito difícil aqueles que receberam poucas diárias. Isto é um fato que mostra claramente que não é este o caminho. Não há nada que impeça um vereador de conversar com deputados de seu partido e buscar alguns recursos para o município, mas esse tipo de situação não acontece com a regularidade que se prega e não há necessidade de gastar milhares de reais para isso. Parece que quem mais usou diárias foram vereadores que apoiaram candidatos a deputados de fora de Cacoal. Eles não se topam no dia a dia pelas ruas esburacadas de Cacoal e para encontrá-los, precisam de diárias.

ORÇAMENTO PARA 2019. Na sessão ocorrida no começo desta semana, a Câmara Municipal de Cacoal votou e aprovou, por unanimidade, o orçamento do município de Cacoal para o ano de 2019. Os valores aprovados para o próximo exercício são de aproximadamente R$ 204.000.000,00. Em relação aos valores previstos no orçamento em vigor, este ano, a administração terá uma previsão de cerca de 10 milhões a mais. Vale lembrar que o orçamento é uma previsão de arrecadação de recursos e uma estimativa de receita, mas não significa que tudo será confirmado. Existe a possibilidade de queda de arrecadação em determinado item, o que pode reduzir as previsões. Na mesma ocasião, a Casa de Leis aprovou dispositivo que autoriza a prefeita Glaucione Rodrigues a utilizar até 20% do total do orçamento, sem que haja necessidade de votação na Câmara, ou seja, ela pode utilizar conforme entender que seja necessário. Na prática, os vereadores autorizaram a administração a gastar cerca de 40 milhões do orçamento sem que eles precisem votar e fazer remanejamento de recursos. Assim, a prefeita pode remanejar recursos que não sejam vinculados para a secretaria que ela desejar. 

AGRICULTURAE ORÇAMENTO. O vereador Clademar Littig (Mão) e os produtores rurais de Cacoal estão muito insatisfeitos com a proposta orçamentária de Cacoal para o próximo ano. O motivo da irritação seria relacionado com o fato de que a prefeitura não melhorou o orçamento para o setor da agricultura familiar. Vale lembrar, porém, que a prefeita tem a prerrogativa constitucional de enviar a proposta de orçamento para a câmara, enquanto os vereadores têm a prerrogativa de fazer alterações.  O que não dá para entender é por que o vereador Mão não fez nenhuma alteração no projeto, já que ele tem esta atribuição constitucional. Por que os vereadores reclamam da proposta de orçamento e votam por unanimidade pela aprovação? Por que não fizeram as alterações que desejavam? 

INAUGURAÇÃO DA USINA. A prefeita Glaucione Rodrigues convocou todos os membros da imprensa para visitarem o local onde está sendo instalada a usina de asfalto prometida na campanha em 2016. A ideia é fazer com que os veículos de comunicação informem a população sobre o andamento das instalações dos equipamentos, o que certamente é uma iniciativa positiva.  Não se sabe, porém, quando a usina  vai funcionar com força total e quais serão os setores da cidade onde os trabalhos de recuperação começam primeiro.  Outro aspecto que a administração precisa esclarecer é como serão os procedimentos para alimentar a usina e qual será sua capacidade de produção. Caso a usina de asfalto de Cacoal consiga funcionar sem a ajuda do governo estadual ou de outros municípios, a Capital do Café será o único município rondoniense a ter esse privilégio.

PONTE RIOZINHO. A interdição da ponte localizada no Riozinho, cerca de 10 km de Cacoal tem causado muita polêmica e muitos transtornos às pessoas que vivem em Cacoal, Pimenta Bueno e região. O problema é que o DNIT resolveu fazer a interdição para recuperar a estrutura da ponte, que não estava bastante comprometida. Entretanto, não houve uma programação e a população não recebeu as informações corretamente, fato que irritou muitas pessoas. No começo desta semana, chegou ao local uma espécie de balsa que seria utilizada para atender as demandas no período em que a ponte estará interditada, porém ainda não há previsão sobre a data para instalação deste equipamento. Além disso, há comentários na região, no sentido de que haverá cobrança para utilizar o sistema de balsa, mas esta informação não foi confirmada por nenhuma das autoridades do DNIT. Os protestos já começam acontecer nas redes sociais, em funções dos transtornos e, caso as autoridades não encontrem uma solução compatível, certamente haverá manifestações em poucos dias.  Lembramos ainda que o asfalto por onde passam as cargas, nas ruas de Pimenta Bueno e Rolim de Moura, estão acabando e das rodovias também. 

 

O VANGER DINIZ é um saopaulino que chegou a Cacoal em 1980, membro de tradicional família que já residia aqui desde 1974. Ele nasceu na cidade de Osasco-SP, é esposo da Cliciana Diniz  Lima e pai do Igor Cauã Diniz e do Lucas Luiz Diniz, os três nascidos em Cacoal. Vagner, atleta dos bons de bola do grupo “Os Tribuneiros”, sempre leu e continua lendo 
TRIBUNA POPULAR e acessando o www.tribunapopular.com.br. 



Fonte: Redação
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