APESAR DOS PESARES CHEGAREMOS LÁ

APESAR DOS PESARES CHEGAREMOS LÁ
Publicado em: 16 de Dezembro de 2019

Não restam dúvidas de que o Brasil é a mais fútil das nações. Rui Barbosa, com toda sabedoria o dissera como potência aristotélica; depois a prática comprovou a sua proposição. Veja que mesmo na época da monarquia brasileira alguns idealistas nativos já sonhavam com a democracia, mas posteriormente construíram um arremedo dela. A nossa política (com raríssimas e honrosas exceções), sempre foi permeada por interesses pessoais. Jamais conseguimos respeito absoluto perante as nações desenvolvidas – Einstein comparou-nos a vegetais. Para não alongar, os nossos titulares da pasta da Economia, dos últimos quinze anos, comportaram-se iguais a traficantes de entorpecentes. Creio que este último aspecto necessita de esclarecimento. 
Pois bem. Aconteceu que, em detrimento dos cofres públicos, os gestores deste Ministério, que antecederam o atual titular da pasta, conceberam um inebriante Estado  paternalista e eleitoreiro.  Distorceram a função do Governo, cujo fim é promover a dignidade do contribuinte desafortunado; tornaram-no a verdadeira “mãe gentil”; desmontaram-no. Depois os respectivos presidentes e os seus palacianos acharam-se no direito de “cobrar” a fatura até de quem não se beneficiou das regalias estatais. O atual encarecimento da carne bovina reflete muito bem esse passado – falta de política pública de segurança alimentar. 
Por outro lado, para compensar a carestia deste néctar do povo brasileiro significativa parcela da população está se fartando das fantasias de uma doidivana traidora do presidente Bolsonaro, a qual quer se passar por patriota. Porém, a verdade nua e crua é que essa parlamentar-atriz, de nome Joice Hasselmann (agora velada musa da oposição), de ego ferido, quer a todo custo os holofotes sobre si. Por isso, a sua mesquinha retórica revela o triste protagonismo de uma tragicomédia patética mesclada com hipocrisia. Já embevecida pelo Poder luta para se manter em evidência. Procura fixar a sua imagem na mente dos seus eleitores, atestando  a sua concertação com o grupo proativo  paulista de centro-esquerda, liderado por João Dória e dissidente do Palácio do Planalto. Por isso não é forçoso deduzir que ele objetiva manchar a imagem do mandatário maior da nação. Indubitavelmente é um esforço concentrado para ascender João Dória à mídia e torná-lo forte candidato à Presidência da República. Por sua vez, a parlamentar-atriz traidora, com a sua patética política pretende angariar a simpatia do eleitorado paulista para fazê-la sucessora de Dória – ou disputar a prefeitura paulistana. Logo, racionalizar a sua conduta equivale acumpliciar com tal aliança política meramente utilitária. Quem o fizer verá. 
De outra feita os nobres parlamentares do nosso Senado ouviram os apelos populares e aprovaram a admissibilidade do Projeto de Lei que versa sobre a prisão após confirmação da sentença por  Segunda Instância judicial. Mas, a atual conjuntura  política do Brasil denuncia manobras dos dois presidentes das Casas Legislativas federais, pois ambos ainda defendem que a melhor opção para solucionar este imbróglio jurídico seria o Projeto de Emenda Constitucional-PEC. É lógico que tal “entendimento” não está além de um  expediente para ganhar tempo, visando descobrir uma “lata de lixo” em que  possam  descartar a batata quente que têm nas mãos ou, no mínimo, para elaborar alguma firula jurídica para pelo menos esfriar esse tubérculo assado – em que pese o temor de lançar a discussão na vala do esquecimento político. Diante disso, prefiro especular no sentido de que “A Revolução dos Bichos” será invocada novamente. Afinal, esses parlamentares jamais deixarão uma arma legal de grosso calibre  apontada para o próprio peito, haja vista a rejeição da  hediondez  para os crimes de desvio de dinheiro público, que estava inserida no pacote anticrime do Moro. 
Contudo, a nossa “nobre nação explorada”, presa em seus labirintos políticos, vai lentamente procurando uma saída rumo aos Titãs do planeta para se redimir de tão pesado jugo imposto pelos nossos líderes,  maus governantes. Assim como o povo judeu da época de Cristo livrou-se da sua falsa guia espiritual e resgatou a verdadeira religião, lutemos também para nos livrarmos dos nossos pseudosmestres da lei, bem como dos nossos fariseus e saduceus  hipócritas, mandatários populares,  e alcancemos a tão almejada redenção econômica e política. Não estamos sozinhos nesta empreitada, pois o nosso Messias humano já foi entronizado. Nota final: a citação deste parágrafo também é da “Águia de Haia” (“Oração aos Moços”).

 



Fonte: Drº Seneval Viana
Publicidade
Publicidade
Publicidade
Publicidade
Publicidade
Publicidade
Publicidade

Mais de